Moradores do Leme se mobilizam após suspeita de envenenamento de cães; relatos apontam duas mortes e uma internação - QTU Questões do Universo

Moradores do Leme se mobilizam após suspeita de envenenamento de cães; relatos apontam duas mortes e uma internação

Fonte: Bandeira da fonte

Moradores do Leme, na Zona Sul do Rio, se mobilizam após dois cães morrerem no bairro, em menos de um mês, em casos que levantaram suspeitas de envenenamento.
Ainda não há provas sobre a causa das mortes nem informações confirmadas sobre quem poderia estar por trás dos episódios.
O primeiro caso foi o de Chocolate, um cão da raça labrador.
Mais recentemente, um segundo animal, um cachorro de pequeno porte da raça Shih-tzu, também morreu após apresentar sinais que levantaram a suspeita de intoxicação.
A situação levou moradores que convivem com animais no bairro a se organizarem para tentar prevenir novos casos e conscientizar a população.
No bairro, já há cartazes alertando para a situação.
Bárbara Oliveira, professora e moradora do Leme, é tutora de um cãozinho e passeia todos os dias com ele na região.
Ela diz estar preocupada e conta que, numa reunião de donos de Pet, uma das vítimas contou que o exame confirmou uma intoxicação.

“O envenenamento que consta aqui no Leme: um cachorro ficou internado e dois cachorros vieram a óbito.
Sempre pela região aqui do Leme mesmo.
E aí, os cachorros estão cheirando um canto, um canteiro, e aí sim começaram a passar mal depois, automaticamente, pouco tempo depois.
Um dos cãezinhos chegou a ser feito um trabalho de perícia.
Um cachorro ficou internado e sobreviveu, e dois cachorros faleceram.
A tutora de um dos cachorros que faleceu fez os testes, e foi constatada uma substância que fez com que o cachorro fosse a óbito.
Então, está tendo envenenamento aqui, com certeza.
A gente tem muita qualidade de vida aqui com os cachorros, a gente passeia muito, brinca diariamente, e a gente está agora cauteloso por causa disso.”
Os moradores ainda tentam localizar a tutora do cão que morreu mais recentemente para obter informações sobre o local, o horário e as circunstâncias do caso.
Esses dados podem ajudar a identificar onde o animal teria tido contato com alguma possível substância tóxica e contribuir para uma eventual investigação.
Uma das pessoas envolvidas na mobilização trabalha há cerca de dez anos com passeios de cães na região e passou a reunir tutores para discutir medidas de segurança e ações de conscientização.
““E, diante disso, resolvi reunir alguns moradores aqui do bairro para tentar conscientizar os moradores sobre essa questão de envenenamento, que não pode, que isso faz mal ao bicho.
Não colocar nos canteiros, não colocar pelo bairro.
E, graças a Deus, está todo mundo me auxiliando.
Nós estamos querendo fazer um trabalho de limpeza no sábado, um mutirão, com a questão da conscientização e da limpeza dos canteiros.”
Desde 2024, é proibido, no Rio, o uso de venenos contra ratos, baratas e outras pragas em locais acessíveis a animais domésticos.
A regra busca evitar envenenamentos acidentais de cães e gatos e prevê multa de R$ 1 mil, que pode chegar a R$ 3 mil em caso de reincidência.

Até o momento, segundo a Polícia Civil, não houve registro formal de denúncias sobre o caso.
Procurada, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais ainda não informou se foi acionada.