Morreu nesta quarta-feira (2), no Rio, aos 103 anos, o empresário e filantropo Milton Soldani Afonso, fundador da Golden Cross e um dos principais responsáveis pela expansão da comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil, de acordo com a instituição.
Ele estava internado havia uma semana em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Samaritano, no Rio.
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Nascido em 12 de dezembro de 1921, em Nova Lima, Minas Gerais, Milton Soldani Afonso começou a trabalhar ainda criança.
Segundo a Igreja Adventista, vendia doces para ajudar a família e, posteriormente, passou a vender livros da Casa Publicadora Brasileira.
Aos 13 anos, mudou-se para São Paulo para estudar no Colégio Adventista Brasileiro.
Formado em Direito, Milton Afonso se tornou um dos pioneiros do mercado de assistência médica privada no país.
Em 1971, fundou no Rio a Golden Cross.
A empresa começou como uma instituição filantrópica, com a proposta de direcionar recursos para projetos de educação, assistência social e evangelização.
O negócio cresceu rapidamente e, em 1984, a Golden Cross havia se tornado uma das maiores companhias de saúde da América do Sul.
A atuação de Milton Afonso também ficou marcada pelo apoio à comunicação da Igreja Adventista.
A partir da década de 1990, ele colaborou financeiramente para a aquisição de emissoras de rádio e para a expansão da televisão adventista.
Em 1996, doou um imóvel em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, para a construção de estúdios de rádio e televisão.
O espaço deu origem ao Sistema Adventista de Comunicação, que posteriormente passou a se chamar Rede Novo Tempo de Comunicação, com cerca de 150 emissoras de rádio no continente.
Em 2012, ao completar 91 anos, Milton foi homenageado pela própria Rede Novo Tempo como patrono da comunicação adventista.
Na ocasião, foi inaugurado em Jacareí, em São Paulo, um prédio que recebeu seu nome e passou a abrigar estúdios da emissora.
Em 2023, foi a vez de a Escola Adventista inaugurar uma unidade na Barra com seu nome.
A educação também ocupou lugar central na trajetória do empresário, que financiou bolsas de estudo e projetos voltados para crianças e jovens e passou pela Organização Santamarense de Educação e Cultura (OSEC), mantenedora da Universidade de Santo Amaro (Unisa).
Ele também colaborou para a formação do acervo do Museu de Arqueologia Bíblica do Centro Universitário Adventista de São Paulo, doando itens como uma coleção de moedas, livros e Bíblias antigas.
O empresário deixa quatro filhos, netos e bisnetos.
As informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas.
