Mudança de treinador e Pipeline no horizonte: a receita de Italo para voltar ao topo do surfe - QTU Questões do Universo

Mudança de treinador e Pipeline no horizonte: a receita de Italo para voltar ao topo do surfe

Fonte: Bandeira da fonte

Quando Italo Ferreira decidiu iniciar a temporada de 2026, tomou uma decisão inédita na carreira.
Pela primeira vez desde que chegou à elite do Circuito Mundial, passou a trabalhar diariamente com um treinador.
O escolhido foi o ex-surfista profissional Leandro "Grilo" Dora, responsável pela evolução de nomes como Yago Dora e Luana Silva.
A mudança chega justamente em uma temporada especial.
Depois de quatro anos com o título decidido em um evento exclusivo de Finals, a World Surf League (WSL) retomou o formato tradicional.
Agora, o campeão mundial será conhecido após a última etapa do calendário, em Pipeline, no Havaí — palco onde Italo conquistou seu primeiro e único título mundial, em 2019.
O brasileiro acredita que o trabalho ao lado de Grilo pode ser determinante para voltar ao topo.
— Hoje estou mais aberto.
Tenho humildade para reconhecer erros e ser melhor a cada campeonato — afirma.
Mais do que aprender novas manobras, o desafio tem sido modificar comportamentos construídos ao longo de mais de uma década entre os melhores surfistas do planeta.
Italo Ferreira e o treinador Leandro Grilo
IF15/VICTOR ELEUTÉRIO
Segundo Italo, o processo passa por entender melhor a leitura das baterias, a tomada de decisões e pequenos ajustes técnicos que podem fazer diferença em disputas de alto nível.
Os resultados começaram a aparecer ainda no primeiro semestre.
O potiguar chegou à metade da temporada usando a lycra amarela de líder do ranking mundial e permaneceu entre os principais candidatos ao título mesmo após perder a primeira colocação para o italiano Leonardo Fioravanti na etapa de Saquarema.
Para o campeão olímpico, a evolução vai além da classificação.
— Estou evoluindo.
Existe um processo por trás e os resultados estão aparecendo.
Pipeline como grande objetivo
Se antes o título mundial era decidido em um único evento entre os cinco melhores do ranking, agora a regularidade voltou a ser determinante.
A mudança faz Pipeline recuperar o peso histórico que marcou gerações do surfe.
E poucos conhecem tão bem essa pressão quanto Italo.
Foi justamente nas ondas havaianas que ele levantou o troféu mundial em 2019, na última temporada disputada integralmente pelo sistema de pontos corridos.
— O último campeão de Pipeline nos pontos corridos fui eu — lembra.
A coincidência aumenta a confiança do brasileiro para a reta final do campeonato.
Depois da pausa de um mês no calendário, Italo retorna à competição neste fim de semana, em Teahupo'o, no Taiti, etapa considerada decisiva antes da sequência final do circuito.
Na avaliação do potiguar, a experiência acumulada desde a conquista do título pode ser um diferencial quando o Tour desembarcar novamente no Havaí.
Ainda assim, evita transformar a busca pelo bicampeonato em obsessão.
— Tenho meus objetivos, minhas metas.
Mas sempre entrego para Deus.
Se eu merecer, vai acontecer.