Um caso incrível ocorreu em Urrao, na Antioquia, região noroeste da Colômbia, quando uma égua conseguiu algo impensável: dar à luz duas crias gêmeas albinas que sobreviveram, apesar dos altos riscos deste tipo de gestação.
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O fenômeno surpreendeu os habitantes da cidade, tanto que os veterinários o classificaram como um acontecimento "incomum" na reprodução de equinos.
Camilo Emilio Laverde é o dono da fazenda onde ocorreram os nascimentos.
Embora seja professor de educação física por profissão, aprendeu a inseminar animais por necessidade, devido à escassez de veterinários na cidade, encontrando uma lacuna no mercado a ser preenchida.
Um de seus amigos próximos lhe pediu o favor de inseminar a égua Armonía de la Sonrisa, já que o jumento com o qual ele a cruzaria, chamado Pergamino, vivia do outro lado da passarela de pedestres.
Como o transporte era perigoso, optaram por coletar o sêmen, de acordo com o veículo 'El Colombiano'.
Laverde cria cavalos há mais de 48 anos e é a primeira vez que algo assim acontece, pois a probabilidade de que isso ocorra e de que as crias nasçam sem nenhum problema é muito baixa.
Segundo dados da Universidade Estadual do Colorado, as gestações gemelares representam apenas entre 1% e 2% das gestações equinas, e apenas 10% delas são bem-sucedidas.
— É uma raridade, ou seja, estamos falando em porcentagens de 0,05%.
É muito raro que a mãe sobreviva e que as crias também sobrevivam — disse Laverde, médico veterinário ao veículo local de Urrao, 'Aupur Televisión'.
Mulas albinas foram batizadas de Crispeta e Pimienta
Reprodução | Instagram
Quando um parto é gemelar, a égua precisa da assistência de um veterinário.
Se ambas as crias tentam nascer ao mesmo tempo, podem surgir vários problemas, como lacerações uterinas, artérias rompidas e falta de oxigênio, entre outros.
No entanto, a égua Armonía de la Sonrisa conseguiu fazê-lo sozinha e não apresentou nenhum inconveniente, pois, como o nascimento ocorreu durante a noite, nenhum trabalhador percebeu que ela estava em trabalho de parto.
Mulas exigem cuidados especiais
Camilo Emilio Laverde explicou que, devido à sua condição albina, as mulas exigem cuidados especiais, já que não devem ficar muito expostas ao sol.
Por esta razão, seu manejo será diferente do de outros animais, pois serão destinadas a passeios.
No entanto, a surpresa não termina aí: nas diferentes ultrassonografias realizadas, nunca identificaram que eram duas crias.
Por isso, quando o capataz da fazenda as viu, não conseguia esconder o seu espanto.
— Quando foi feita a ultrassonografia, só se viu um embriãozinho e a surpresa foi que ninguém esperava que fossem nascer duas.
E no dia seguinte encontraram os dois animaizinhos ali, muito pequenininhos; uma, muito debilitada, mas a natureza é bela — acrescentou o veterinário à 'Aupur Televisión'.
— Como elas são albinas, o sol sempre vai ser muito forte para elas.
A ideia é que sejam animais de passeio e é muito bom que cresçam juntas, porque elas têm um vínculo.
Para onde uma vai, a outra vai atrás — completou.
Crispeta e Pimienta, como foram batizadas as mulas, gozam de bom estado de saúde e seu caso continua sendo um enigma em Urrao, onde ainda não conseguem entender como isso aconteceu.
Mulas albinas nascem na Colômbia, e fenômeno surpreende: 'A natureza é bela'
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