Mulher que matou os três filhos disse ter ouvido

Mulher que matou os três filhos disse ter ouvido 'voz masculina' ordenando o crime

Fonte: Bandeira da fonte

A mulher que está sendo julgada por matar os três filhos em janeiro de 2023 disse ao marido, em telefonema realizado após estrangulá-los, que ouvia uma voz masculina ordenando que ela "matasse as crianças e se matasse".
A revelação foi feita na terça-feira (18/8) por um especialista em saúde mental em depoimento no tribunal em Plymouth (Massachusetts, EUA) que julga o caso, contou o "NY Post".
Lindsay Clancy, de 36 anos, pediu ao psicólogo do hospital onde era mantida sob custódia, Paul Zeizel, para usar o telefone dele em 6 de fevereiro de 2023 — 13 dias depois de matar os três filhos pequenos que tinha com o então marido, Patrick Clancy.
Em seguida, Lindsay ligou para o marido do quarto onde estava internada no hospital Brigham and Women's, onde ela se recuperava de uma tentativa de suicídio, ocorrida após estrangular as crianças com faixas elásticas de exercícios.
"Ela disse a Patrick que o amava muito", testemunhou Zeizel.
"Ela disse que ouvia uma voz masculina dando ordens, dizendo que ela não tinha escolha, que precisava matar os filhos e se matar", completou a testemunha.
Zeizel contou que havia visitado Clancy no hospital dois dias antes, mas que Patrick não atendeu quando ela tentou contatá-lo naquele dia.
O especialista foi chamado para depor pelo advogado de Lindsay, Kevin Reddington, que perguntou se ele havia sugerido que ela mentisse ao marido sobre ouvir vozes.
"De jeito nenhum", respondeu Zeizel prontamente.
Reddington quer que o júri considere Lindsay inocente por motivo de insanidade, alegando que ela sofria de psicose pós-parto grave, agravada por uma série de medicamentos psiquiátricos potentes prescritos por seus médicos.
Semanas antes de estrangular os filhos, Lindsay fez diversas buscas na internet sobre alucinações, psicose e os efeitos colaterais de remédios que estava tomando.
A informação veio de uma análise do celular da americana, apresentada na semana passada durante o julgamento.
No entanto, a Promotoria sustenta que Lindsay planejou cuidadosamente os assassinatos, o que provaria que ela não estava em estado de psicose na ocasião.
Os jurados já ouviram depoimentos de seus psiquiatras e de outros profissionais de saúde, que afirmaram não acreditar que ela estivesse em estado psicótico.