Mulher que sonhava ser a primeira papisa se transforma em dominatrix de sucesso - QTU Questões do Universo

Mulher que sonhava ser a primeira papisa se transforma em dominatrix de sucesso

Fonte: Bandeira da fonte

Scarlett Jones cresceu numa família católica fervorosa, estudava em colégio católico e frequentava a igreja regularmente.
"Estudei em escola católica e vivi protegida durante a maior parte da minha vida.
A igreja foi uma parte muito importante da minha infância", disse ela em reportagem no "Creatorzine".
O envolvimento era tão intenso com a religião que a inglesa pensava em dar o voo mais alto possível.
"Sempre tive expectativas elevadas em relação a mim mesma.
Por isso, quando era católica, acreditava que me tornaria a primeira papisa", contou.
As freiras costumavam dizer a Scarlett Jones que ela saberia quando o seu "chamado" chegasse.
Scarlett Jones
Reprodução/Instagram
Scarlett acredita que o chamado ocorreu em Amsterdã (Holanda), quando tinha 18 anos.
Ela estava viajando com amigas quando parou na frente de um clube de strip-tease.
"As freiras iam à escola e conversavam conosco sobre vocações e sobre como recebemos um chamado.
Imagino que o strip-tease tenha acabado sendo o meu chamado", declarou a inglesa.
A inglesa ficou parada na frente do clube, no Distrito da Luz Vermelha, vivendo um dilema moral: entrar ou não entrar?
Ela acabou entrando.
"Por ser católica, eu estava muito nervosa com a ideia de ver meu primeiro show de strip-tease e vivia, literalmente, um dilema moral", explicou.
Então ela assistiu a shows, e o dilema se dissipou.
"Assim que assisti, fiquei completamente fascinada e soube imediatamente que era algo que eu queria fazer", comentou.
Scarlett Jones
Reprodução/Instagram
Scarlett voltou para a universidade e encontrou um clube em Sheffield (Inglaterra).
Mas o salto na carreira adulta veio quando a inglesa decidiu investir na carreira de de dominatrix.
Ela se tornou um sucesso nacional no segmento sadomasô, mesmo tendo iniciado apenas em outubro do ano passado — clientes vêm até de Londres atrás dos seus serviços.
"Eu tinha um cliente que adorava ser ignorado.
Então, tranquei-o numa jaula, deixei-o lá por uma hora e fui tomar uma xícara de chá", disse ela.
"Muitos deles vivem no controle o dia todo.
Por isso, vêm ao meu calabouço querendo abrir mão desse controle", emendou ela, que encara o seu trabalho como uma espécie de terapia "salvadora".