Apesar do desempenho tímido, os índices CAC 40, de Paris, e o Stoxx 600 renovaram recordes pela segunda sessão consecutiva, apesar de ganhos tímidos, impulsionados por balanços corporativos positivos.
As incertezas no Golfo Pérsico pesaram sobre os índices, em meio à ansiedade dos investidores quanto a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, que deve sair ainda nesta quarta-feira (5), segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com alta marginal de 0,03%, aos 657,04 pontos, o CAC 40, de Paris, também avançou 0,03%, aos 8.669,30 pontos, e o FTSE 100, de Londres, valorizou 0,08%, aos 10.888,30 pontos.
Na contramão de seus pares, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,29%, aos 26.126,30 pontos.
O setor de mineradoras (+3,47%) deu suporte aos ganhos dos índices, em meio à disparada dos preços do ouro.
Os segmentos de automóveis (-0,71%) e tecnologia (-0,49%) deram continuidade à tendência de queda.
Na esteira da temporada de balanços, a Novo Nordisk caiu 4,32%, após registrar vendas ligeiramente abaixo do esperado, apesar de ter elevado sua perspectiva de lucro e vendas para o ano inteiro.
Por outro lado, a ação da fabricante suíça de medicamentos Sandoz saltou 6,04%.
O cenário no Golfo Pérsico é altamente incerto, após Bessent ter prometido que o acordo para a reabertura de Ormuz será anunciado hoje.
Novos ataques feitos pelos rebeldes houthis no Mar Vermelho levaram o petróleo a avançar momentaneamente, mas a retirada de algumas sanções ligadas à Guarda Revolucionária Iraniana pelos Estados Unidos contribuiu para uma reversão da tendência.
