Tiquinho Soares está de volta ao Botafogo.
Recebido com casa cheia na sala de imprensa do Nilton Santos, o centroavante foi apresentado pelo clube com a camisa 9.
Antigo dono do número, o também recém-chegado Danilo Pereira ligou para a diretoria alvinegra e para o próprio atacante para ceder a numeração.
— É um clube que está no meu coração, tenho um respeito enorme.
Quando se fala de Botafogo, é uma emoção porque eu amo esse clube.
Não é questão de dinheiro ou contrato.
Só quero viver esses quatro meses da melhor forma possível para ajudar o Botafogo, que é o mais importante.
Quero ajudar meus companheiros e com certeza vou dar a vida, como sempre dei — falou Tiquinho.
— Estou muito feliz por voltar para casa, para o lugar onde sempre quis estar.
Meu empresário sabe muito bem disso.
Quando cheguei pela primeira vez, ainda não entendia o que era o Botafogo.
Depois de tudo que vivi no clube, sei o que ele representa para mim e para a minha família.
Tiquinho Soares é apresentado no Botafogo
Vitor Silva/Botafogo.
A reportagem do GLOBO apurou que o atacante de 35 anos terá redução salarial maior do que 80%.
Quando deixou o Botafogo, em janeiro de 2025, o centroavante recebia vencimentos na casa de R$ 1 milhão.
Agora, o salário será em faixa entre R$ 100 e 200 mil.
O valor só não é menor do que os atletas oriundos das categorias de base.
O centroavante falou sobre a negociação para voltar ao Botafogo.
Tiquinho afirmou que teve a oportunidade de voltar ao clube antes, mas os transferbans impostos pela Fifa no início do ano impediram o acerto.
— Foi muito rápido.
Na verdade, eu já era para ter voltado há algum tempo, mas o Botafogo estava com o transfer ban e isso impediu que acontecesse antes.
Agora tudo se resolveu rapidamente.
Algumas pessoas me ajudaram bastante nesse retorno.
Não vou citar nomes, mas elas sabem quem são.
Quando se trata de Botafogo, para mim não tem discussão.
Aceitei o desafio de voltar, vestir novamente a camisa do Glorioso e fazer parte dessa família — disse o jogador.
Tiquinho Soares chegou ao Botafogo em agosto de 2022.
Na temporada seguinte, foi o artilheiro do clube no ano, com 29 gols marcados.
Integrante do elenco campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2024, ele se despediu do clube no início de 2025.
No total, foram 141 jogos e 44 gols marcados.
Desde que deixou o Botafogo, no entanto, Tiquinho não conseguiu ter o mesmo desempenho.
Nos últimos dois anos, o atacante atuou por Santos e Mirassol e marcou oito gols — apenas um nesta temporada.
Em sua chegada ao alvinegro, o atleta comentou seu desempenho nas duas equipes paulistas.
— Ir bem ou não deixarem eu ir bem? Essa é uma pergunta que eu tenho até hoje.
Eu sou um cara que não gosta de polêmica, nunca me envolvi em polêmica em toda a minha vida, em toda a minha carreira.
Então são coisas que, no futebol, a maioria de vocês, acho que nenhum de vocês sabe o que acontece no extracampo, né? — concluiu.
Veja outras respostas de Tiquinho Soares
Idolatria no Botafogo?
— Quando eu estava no Olympiakos, não queria voltar para o Brasil de jeito nenhum.
Aqui é muito 8 ou 80: ou você presta ou não presta.
Tive várias propostas de clubes brasileiros, mas não queria voltar.
A história com o Botafogo começou quando meu pai falou: “Vem, porque não aguento mais ficar sem assistir aos seus jogos”.
E aí apareceu o Botafogo.
Eu não tinha noção do que meu nome poderia representar aqui.
As coisas foram acontecendo, fiz meus gols e fui conquistando o carinho da torcida e dos funcionários.
É difícil explicar.
O Botafogo é diferente.
Sou muito grato a Deus por tudo que vivi aqui e pelo carinho da torcida, inclusive nos momentos ruins.
E também vivi aqui a maior felicidade da minha carreira, em 2024.
Estou muito feliz por estar de volta.
Bora, Fogão!
Retorno e contrato até o fim do ano
— Está tudo diferente, mais bonito e organizado.
Quando cheguei, em agosto de 2022, o clube também passava por um processo de reconstrução.
Fiz parte daquele momento e quero fazer parte deste também.
O Botafogo está no meu coração e tenho um respeito enorme pelo clube.
Quando se fala em Botafogo, eu me emociono.
Não foi uma questão de dinheiro ou de contrato.
Quero viver esses quatro meses da melhor maneira possível, ajudar o Botafogo e meus companheiros.
Sempre dei a vida pelos clubes por onde passei, mas aqui estou mais motivado do que nunca.
Preparo físico
— Primeiramente, eu acho que eu tenho mais que me condicionar.
Eu venho de um longo período que eu estava em casa, mas estava treinando.
Então, eu vou deixar com os preparadores físicos, mas sempre sabendo que eu vou estar à disposição para ajudar o Botafogo sempre.
Concorrência com Arthur Cabral
— O Arthur Cabral é meu fechamento.
Já conheço faz muito tempo.
Quem assiste futebol de verdade sabe o valor do Cabral.
Não é um cara que caiu aqui de paraquedas, é renomado no futebol.
Além de ser meu conterrâneo, meu amigo, todo jogador passa por fase ruim, isso é normal.
Só vi dois que não passaram por fase ruim: Cristiano Ronaldo e Messi.
O resto todo passa, entendeu? Mas estou aqui para ajudar meus companheiros, para ajudar o Cabral no que for preciso e a gente se ajudar.
O intuito maior aqui é ajudar o Botafogo, não é só um jogador, porque ele não joga sozinho, o Cabral não joga só, é um coletivo.
'Não é questão de dinheiro, amo esse clube': Tiquinho Soares é apresentado com a camisa 9 no retorno ao Botafogo
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