Autoridades do Nepal informaram que diminuiu o risco imediato de novas enchentes por conta do transbordamento de um lago represado na fronteira com o Tibete.
O lago foi formado pelo acúmulo de destroços em um rio, após uma avalanche repentina atingir a fronteira entre os países na última quarta-feira (26).
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O lago represado chegou a transbordar nesta sexta-feira (28), o que interrompeu as operações de resgate na região.
A atuação das equipes foi retomada quando o risco imediato causado pela inundação foi considerado “controlável”.
Autoridades locais afirmam que o lago está esvaziando aos poucos, reduzindo o risco de uma nova inundação.
De acordo com um porta-voz do Terceiro Escritório de Engenharia do China Aneng Group, o nível da água caiu cerca de 10 metros em comparação com o nível registrado na quinta-feira (27).
A declaração foi dada à emissora estatal chinesa CCTV.
Lideranças chinesas vinham alertando desde quinta-feira quanto ao “alto risco” de rompimento do lago formado após a avalanche de quarta.
Ainda há previsão de mais chuvas e moradores foram orientados a se afastar das margens dos rios.
Mais de 469 mortes confirmadas
A avalanche repentina atingiu a região do rio Bhote Koshi, próximo ao Gyirong, localizado entre o Nepal e o Tibete.
Já são 469 mortes confirmadas e o número de desaparecidos passa de mil, sendo mais de 800 turistas de 35 países.
Até o momento, não há informações de brasileiros entre as vítimas.
Além disso, quase 16 mil pessoas estão desabrigadas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país vai oferecer ajuda para o Nepal e que, segundo o republicano, até 60 americanos podem estar na lista de desaparecidos.
A tragédia começou na quarta-feira (26) com o colapso de uma geleira nas montanhas.
A avalanche avançou cerca de 50 metros por segundo e, no caminho, arrastou sedimentos, pedras e lama, destruindo vilarejos inteiros.
A região, montanhosa e com vales estreitos, convive com esse tipo de inundação e também com terremotos.
Na quinta-feira, um tremor de 4,7 foi registrado no Tibete, mas o epicentro ocorreu a 800 quilômetros de distância da região do Himalaia, bem afastado de onde a tragédia aconteceu.
