Em uma convenção marcada por demonstrações de apoio ao senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) foi o único dos principais oradores a não mencionar o petista durante seu discurso neste sábado (1º), em Salvador.
A ausência contrastou com a estratégia adotada pelas demais lideranças da chapa governista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu seu discurso pedindo apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), aos candidatos ao Senado Rui Costa (PT) e "ao companheiro Wagner".
O próprio Jerônimo afirmou que a Bahia entregará a Lula "Rui Costa e Wagner" no Senado a partir de 2027.
Rui chamou Wagner de "companheiro", "correto" e "fiel", enquanto o presidente estadual do PT, Tássio Brito, atribuiu ao senador o início do ciclo de governos petistas na Bahia.
A prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga (PT), também disse que "foi através da força e da coragem de Jaques Wagner que hoje estamos aqui".
Geraldo Júnior falou por cerca de 20 minutos.
Durante o discurso, concentrou elogios ao governador Jerônimo Rodrigues, que chamou de "o maior governador da história da Bahia", e ao presidente Lula.
Também fez referência a Rui Costa ao apresentar a composição da chapa majoritária, mas não mencionou Wagner em nenhum momento.
A omissão ocorre em um momento de reafirmação pública do apoio do PT ao senador.
Na sexta-feira (31), após novas revelações da Polícia Federal sobre sua relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, Jaques Wagner afirmou que provará sua inocência e disse continuar contando com o apoio de Lula.
Um dia depois, o presidente desembarcou em Salvador ao lado do senador e o incluiu entre as prioridades da campanha durante a convenção.
Vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB)
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