No ar em 'Emergência 53', Ricardo Blat fala sobre recuperação após transplante de medula: 'Nunca achei que a leucemia me derrotaria' - QTU Questões do Universo

No ar em 'Emergência 53', Ricardo Blat fala sobre recuperação após transplante de medula: 'Nunca achei que a leucemia me derrotaria'

Fonte: Bandeira da fonte

No ar em “Emergência 53”, Ricardo Blat gravou a série durante o tratamento de quimioterapia contra uma leucemia.
Depois, ele passou por um transplante de medula.
O ator de 75 anos diz como está sendo a recuperação:
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— Muito boa.
Claro que estou tendo disciplina.
Fico isolado e sigo as orientações médicas.
A medula pegou totalmente.
Os resultados dos exames estão ótimos, mas estou com imunidade de recém-nascido.
Em breve, tomarei as vacinas e ficarei mais tranquilo.
É começar do zero.
Blat revela que recebeu a medula de uma jovem, que não conhece:
— Gostaria de destacar a importância de sempre haver doadores de sangue, de medula e de órgãos.
Sou um privilegiado por ter conseguido a doação de medula 100% compatível de uma moça que não conheço, um anjo, e que me ofereceu a oportunidade de continuar desfrutando da beleza da existência neste planeta.
Gratidão eterna a ela.
Doar, a meu ver, simboliza uma das qualidades mais abençoadas e de conexão mais direta com Deus.
Se houver a oportunidade de encontrá-la no futuro, demonstrarei minha gratidão eterna por sua atitude abençoada.
Ela me fez refletir ainda mais sobre o valor imenso que sempre há no ser humano.
É lindo demais.
Ele conta que recebeu o diagnóstico da doença no final de 2024:
— Na época, comecei a fazer somente a quimioterapia.
Nunca achei que a leucemia me derrotaria.
Ao contrário, me beneficiou trazendo reflexão sobre o verdadeiro valor da vida e seu sentido.
Foi um reencontro comigo.
Mesmo com leucemia, o ator não deixou de trabalhar.
Além da série, ele entrou em cartaz com o espetáculo “Subversão Kafka”, escrito por Rogério Blat, seu irmão, e dirigido e coestrelado por Caio Blat, seu primo.
Depois de um tempo, ele acabou se afastando temporariamente do projeto por conta de sua recuperação:
— Quando começamos a ensaiar, a equipe de produção do espetáculo, enfim, todos, sabiam dessa minha condição.
E todos nos unimos para usar o trabalho como ferramenta de cura.
Nosso projeto está incorporado à nossa saúde mental, física e emocional.
Estar no palco sempre foi delicado.
Dosei a energia com cuidado, priorizando a emoção e o gestual do personagem de forma suave.
Mas nem sempre isso é possível.
Sou um ator visceral e me entrego às energias que surgem durante as apresentações.
Sobre “Emergência 53”, Blat afirma que o trabalho o fez valorizar ainda mais o trabalho dos socorristas:
— São heróis que resgatam corajosamente vidas, mesmo enfrentando questões pessoais, procurando sempre a força da missão.
Meu personagem não faz parte desse núcleo, mas oferece a opção de uma existência serena, de gratidão e amor à vida.
Não deixa de ser um socorrista também.
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O ator fala sobre a previsão para retornar ao trabalho e comenta quais são seus planos:
— Se minha recuperação continuar excelente como agora, a previsão é voltar às atividades em novembro.
Ainda de forma suave, seguindo os protocolos de recuperação, mas voltar.
Preciso e quero.
Faz parte da minha cura total.
Vou voltar a fazer o "Subversão Kafka", projeto lindo da família Blat.
É uma bênção.
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