O Brasil é o país com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo.
Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS): cerca de 18,6 milhões de pessoas, o equivalente a 9,3% da população, convivem com o transtorno.
O retrato, já considerado histórico, só se aprofundou.
A pesquisa Covitel 2023 apontou que 26,8% dos brasileiros têm diagnóstico de ansiedade; em 2024, "ansiedade" foi eleita a palavra do ano no país.
E, em 2025, os afastamentos do trabalho por transtornos mentais chegaram a 546 mil concessões — 15% a mais que no ano anterior, tendo ansiedade, depressão e a síndrome de burnout como principais causas, segundo o Ministério da Previdência Social.
Diante desse cenário, uma inquietação se repete nos consultórios: por que, mesmo com tanta informação disponível e um sem-número de "dicas práticas" para o bem-estar, o sofrimento tantas vezes não cede? Para o psicólogo Bruno do Nascimento, que atende em Brasília e, de forma online, em todo o país, o problema está em onde boa parte das abordagens escolhe mirar.
"Quando se trata apenas o sintoma, alivia-se o incômodo por um tempo — mas a causa segue intacta, pronta para reaparecer com outra roupagem", afirma.
O limite das soluções rápidas
A crítica de Nascimento não é ao alívio em si, mas à ideia de que ele baste.
Em uma cultura que transformou a saúde mental em manual de produtividade, proliferam receitas rápidas: respire fundo, faça uma lista, durma melhor.
São recomendações úteis, mas que, isoladas, raramente alcançam a origem daquilo que adoece.
Não por acaso, o esgotamento continua a crescer mesmo com toda a oferta de conteúdo.
Os números confirmam a tendência.
Entre 2021 e 2024, os afastamentos por burnout aumentaram 493% no país, saltando de 823 para 4.880 casos, de acordo com o Ministério da Previdência Social — e a curva seguiu em alta em 2025.
Hoje, os transtornos mentais respondem por cerca de um em cada sete afastamentos concedidos pelo INSS, aproximando-se das doenças osteomusculares, historicamente a principal causa.
As despesas com auxílio-doença passaram de R$ 18,9 bilhões em 2022 para R$ 31,8 bilhões em 2024.
Especialistas convergem em um ponto: férias e folgas amenizam, mas não revertem um quadro já instalado.
O tema deixou de ser apenas clínico e virou pauta regulatória.
A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), atualizada pela Portaria nº 1.419/2024 do Ministério do Trabalho, passou a exigir que as empresas mapeiem riscos psicossociais — como sobrecarga, assédio e estresse crônico.
Depois de um período educativo, a fiscalização começa em maio de 2026.
O recado é direto: o sofrimento psíquico ligado ao trabalho tornou-se um problema de saúde pública, com custos humanos e econômicos que já não podem ser ignorados.
Uma psicoterapia que começa pela biografia
É nesse contexto que a proposta de Bruno do Nascimento se distingue.
Com formação em Filosofia, o psicólogo trabalha a partir da análise da história de vida do paciente.
Em vez de organizar o tratamento em torno de uma lista de sintomas a suprimir, ele parte da biografia — das escolhas, dos vínculos, das feridas e dos sentidos que cada pessoa construiu ao longo do tempo — para compreender a estrutura do sofrimento.
"A história de uma pessoa não é um detalhe do problema; muitas vezes, ela é o problema — e também o caminho", explica.
Nessa leitura, o objetivo da terapia não se resume a fazer o desconforto desaparecer, mas a favorecer o amadurecimento: o desenvolvimento da maturidade, das virtudes e da responsabilidade sobre a própria vida.
"Não entrego dicas prontas.
Ajudo a pessoa a olhar para a própria história com honestidade e a assumir as rédeas do que é seu", afirma.
Trata-se, portanto, de um tratamento que o psicólogo chama de estrutural — voltado à causa raiz, e não à superfície.
A aposta é que, ao compreender de onde vem o sofrimento e que sentido ele carrega na trajetória de cada um, a pessoa conquiste não apenas alívio, mas transformação duradoura.
É uma proposta que dialoga com quem já experimentou soluções rápidas e sentiu que precisava de algo mais consistente.
Da ansiedade ao TOC: quadros que ainda têm pouca escuta no digital de Brasília
Boa parte da oferta de psicoterapia disponível on-line concentra-se nos temas de maior demanda — ansiedade, depressão, burnout e luto.
Nascimento também atende essas questões, mas chama atenção para uma lacuna: quadros mais complexos, como o transtorno bipolar, o transtorno de personalidade borderline, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ainda encontram pouca escuta qualificada no ambiente digital de Brasília.
"Existe muita gente convivendo com esses diagnósticos e se sentindo sem lugar.
Não é porque um quadro é mais complexo que ele deve ficar sem acolhimento", diz o psicólogo.
Ele faz questão de situar sua atuação com responsabilidade: nesses casos, a psicoterapia caminha ao lado do acompanhamento psiquiátrico e, quando necessário, de uma rede de cuidado multidisciplinar.
"A terapia não substitui o tratamento médico onde ele é indispensável.
O que ofereço é uma escuta estrutural, que ajuda a pessoa a habitar a própria história mesmo diante de um quadro difícil."
Essa combinação — disposição para acolher quadros pouco atendidos e um método centrado na biografia — é o que coloca o trabalho de Nascimento à parte em um mercado que, muitas vezes, prefere os temas mais fáceis de comunicar.
Divulgação
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Trabalho, luto e as dores que a folga não resolve
Se o esgotamento profissional é hoje uma das faces mais visíveis do adoecimento psíquico, o luto é uma das mais silenciosas.
Perdas — de pessoas, de vínculos, de projetos, de etapas da vida — costumam ser tratadas como algo a "superar" o quanto antes.
Para Nascimento, essa pressa é parte do problema.
"O luto não é uma falha a corrigir; é um processo a ser atravessado com sentido.
Encurtá-lo à força costuma cobrar caro depois."
O mesmo raciocínio vale para o burnout.
Amenizar a exaustão com uma pausa pode ser necessário, mas não basta se a relação da pessoa com o trabalho, com a cobrança e com o próprio valor permanecer intocada.
É justamente aí que uma leitura estrutural — que investiga por que determinada rotina se tornou insustentável para aquela biografia específica — tende a fazer diferença.
Em vez de devolver o profissional ao mesmo ponto, o trabalho clínico procura mudar a relação que o adoeceu.
Atendimento presencial em Brasília e online para o Brasil
Bruno do Nascimento atende adultos, de forma presencial em Brasília e on-line para todo o país.
O processo começa por uma escuta cuidadosa da história do paciente, sem fórmulas prontas nem promessas de resultado imediato.
"Terapia séria é um processo, não um atalho", resume.
"O que posso oferecer é método, presença e compromisso com a verdade de cada história — não milagres."
A abordagem dialoga com um público que busca profundidade: pessoas que valorizam uma leitura reflexiva e filosófica da própria vida e que procuram um espaço para compreender — e não apenas silenciar — o que sentem.
Num tempo de respostas rápidas, é uma aposta no oposto: a de que entender a raiz, por mais trabalhoso que seja, é o que finalmente liberta.
Quando buscar ajuda
Procurar um psicólogo não exige um "motivo grave".
Sinais como ansiedade persistente, desânimo prolongado, dificuldade de concentração, alterações de sono e apetite, sensação de esgotamento ou a impressão de estar apenas "funcionando" já são razões suficientes para buscar acompanhamento.
Quanto antes, melhor: o cuidado precoce tende a evitar o agravamento dos quadros.
Em um país que lidera os rankings de ansiedade e vê seus afastamentos por sofrimento psíquico baterem recordes, propostas que devolvem profundidade ao cuidado ganham relevância.
Não como promessa de cura fácil — que a boa clínica não faz —, mas como convite a um trabalho sério: olhar para a própria história, compreender a raiz do que dói e, a partir daí, construir uma vida mais madura e responsável.
QUEM É BRUNO DO NASCIMENTO
Psicólogo com atuação clínica em Brasília (DF) e atendimento on-line para todo o Brasil.
Tem formação em Filosofia e uma abordagem centrada na análise da história de vida.
Atende adultos e trabalha temas como ansiedade, depressão, burnout e luto, além de oferecer escuta qualificada — em articulação com acompanhamento psiquiátrico quando necessário — a pessoas que convivem com transtorno bipolar, borderline, TEPT e TOC.
Sua proposta é um tratamento estrutural, voltado à causa do sofrimento e ao desenvolvimento da maturidade, das virtudes e da responsabilidade.
SINAIS DE QUE VALE PROCURAR UM PSICÓLOGO
Ansiedade ou preocupação que não passa e atrapalha o dia a dia
Desânimo, tristeza ou desmotivação que se prolongam
Esgotamento físico e mental ligado ao trabalho
Alterações de sono, apetite ou concentração
Dificuldade de lidar com perdas e mudanças
Sensação de "só funcionar", sem sentido ou direção
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.
Se você enfrenta sofrimento psíquico intenso, procure um psicólogo ou psiquiatra.
Em situações de crise, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
No país mais ansioso do mundo, cresce em Brasília a procura por uma psicoterapia que trata a raiz — não o sintoma
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