O estado de Nova York processou a subsidiária de negociação da Kalshi, plataforma de mercado de previsões, acusando a empresa de operar um esquema ilegal e sem licença de apostas no estado, criando mais um importante obstáculo jurídico para um setor que vem recebendo apoio do governo de Donald Trump.
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A ação, apresentada nesta sexta-feira em um tribunal estadual de Manhattan, sustenta que o mercado de previsões da Kalshi expõe os moradores de Nova York — incluindo menores da idade mínima legal para apostar, de 21 anos — a “graves riscos pessoais e financeiros”, afirmou a procuradora-geral do estado, Letitia James, em comunicado.
Segundo o processo, a Kalshi deixou de solicitar licença à Comissão de Jogos do Estado de Nova York e evitou o pagamento de impostos “como fazem os cassinos licenciados e as plataformas móveis de apostas esportivas”.
A Kalshi foi cofundada pela bilionária brasileira Luana Lopes Lara.
Ex-bailarina do Bolshoi e formada no MIT, Luana entrou este ano na lista da Forbes como a bilionária mais jovem a ter construído sua própria fortuna, ou seja, que não é herdeira.
A principal concorrente da Kalshi é a Polymarket, outra plataforma de mercados de previsão.
“A Kalshi optou por ignorar as leis de jogos de azar de Nova York, que existem para proteger os consumidores, prevenir o jogo problemático, garantir recursos para serviços públicos essenciais e assegurar que todas as empresas cumpram as mesmas regras”, afirmou a governadora Kathy Hochul no mesmo comunicado.
— É lamentável ver esse tipo de teatro político por parte da liderança do nosso próprio estado — declarou a porta-voz da Kalshi, Elisabeth Diana.
— Os estados não podem simplesmente fechar uma bolsa licenciada pelo governo federal.
Isso também prejudicaria os nova-iorquinos, que seriam levados a recorrer a plataformas no exterior.
O processo representa o mais recente desdobramento jurídico envolvendo a Kalshi, que tem a bilionária brasileira Luana Lopes Lara como uma de suas fundadoras,.
No início deste mês, um juiz de Nova York decidiu que a empresa não pode impedir que as autoridades estaduais de jogos regulamentem seus mercados de previsão sobre esportes da mesma forma que as casas de apostas esportivas, impondo um revés aos provedores desse tipo de mercado em um setor em rápida expansão.
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De acordo com o comunicado, o estado de Nova York argumenta que os mercados de previsão da Kalshi “se enquadram na definição legal de jogo de azar, porque os resultados dos eventos sobre os quais os usuários apostam são incertos e estão fora do controle do apostador ou dependem da sorte”.
Também neste mês, um juiz federal suspendeu temporariamente a aplicação da primeira lei dos Estados Unidos a proibir mercados de previsão, aprovada em Minnesota, ao concluir que alguns dos contratos podem ser considerados instrumentos financeiros sujeitos à jurisdição exclusiva de uma agência federal.
A liminar foi solicitada pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), pela Kalshi e pela Polymarket.
