Novo estudo mostra que bebês que vivem em lares com cães usam menos antibióticos; entenda - QTU Questões do Universo

Novo estudo mostra que bebês que vivem em lares com cães usam menos antibióticos; entenda

Fonte: Bandeira da fonte

Diferente do que muitas pessoas pensam, a presença de um cachorro dentro de casa pode, na verdade, ser benéfica para os bebês.
É o que mostra um novo estudo, que indica a necessidade de menos infecções respiratórias, ter menos febre e precisar de menos ciclos de antibióticos para crianças que convivem diariamente com cães.

A equipe de pesquisadores acompanhou um grupo de 368 bebês, desde o nascimento até o primeiro ano.
Eles realizaram a coleta de poeira doméstica aos dois meses dos bebês para analisar os organismos presentes na casa e também analisaram a saúde dos participantes através de questionários semanais ao longo de 12 meses.
Os pesquisadores examinaram 12 grupos bacterianos e 2 grupos fúngicos que haviam sido previamente identificados como mais comuns em casas com cães.
Dentre esses 14 grupos, oito foram responsáveis ​​por entre 10% e 23% da associação entre a presença de um cão e pelo menos um desfecho de saúde, seja menos semanas com febre, menor uso de antibióticos ou mais semanas em que o bebê estava simplesmente saudável.

Quando três bactérias específicas foram estudadas em conjunto, elas foram responsáveis ​​por até 25% da redução no uso de antibióticos associada à presença de um cão em casa.
E, quanto aos grupos de bactérias, o Pasteurella, presente na boca de cães e gatos, foi um forte preditor de menor febre e menor uso de antibióticos.
Já o grupo Collinsella foi associado a mais semanas saudáveis, menor uso de antibióticos, menos infecções de ouvido e menos semanas com febre.
Os achados foram publicados na revista científica Pediatric Allergy and Immunology.

"Gêneros específicos de bactérias e fungos associados a cães na poeira doméstica, e não a sua riqueza, explicavam em parte as associações entre ter cães e uma menor prevalência de infecções respiratórias", escreveram os autores.
A equipe de pesquisadores, por sua vez, ressalta que este é um estudo que observou associações, não causas.
Ou seja, mais pesquisas são necessárias para confirmar que os microrganismos presentes na poeira associada a cães melhoram diretamente a saúde infantil.