O número de pessoas desalentadas no mercado de trabalho caiu 14,7% no segundo trimestre, ante o primeiro trimestre, para 2,288 milhões, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o recuo é ainda mais intenso (17%).
No segundo trimestre, houve uma redução de 395 mil pessoas nesse grupo frente ao número do primeiro trimestre.
O total de 2,288 milhões é o menor contingente para o grupo desde o trimestre encerrado em outubro de 2015 (2,052 milhões), durante a recessão da economia brasileira dos anos de 2015 e 2016 — o pico do desalento aconteceu em 2021, quando o número de pessoas desalentadas no mercado de trabalho passou de 5,9 milhões.
No mercado de trabalho, o grupo de pessoas desalentadas reúne trabalhadores que desistiram de procurar vagas por acreditarem que não terão sucesso, seja porque se consideram jovens ou velhos demais ou por acreditarem que não há oportunidades no local onde vivem, por exemplo.
A taxa de desalento no segundo trimestre foi de 2,1%, ainda acima do patamar mínimo de 1,4% da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
De acordo com o analista do IBGE William Kratochwill, o aquecimento do mercado e os novos formatos de trabalho contribuem para este cenário.
“O desalento diminuiu bastante.
Hoje, também é muito mais fácil para uma pessoa conseguir um trabalho como entregador ou motorista de aplicativo.
As pessoas estão se virando como conseguem para sustentar suas famílias.
[....] O novo dinamismo do mercado tecnológico pode estar influenciando isso”.
Brasileiros na fila em busca de um novo emprego
José Cruz/Agência Brasil
