Nunes Marques exalta urna eletrônica e diz que sistema eleitoral é

Nunes Marques exalta urna eletrônica e diz que sistema eleitoral é 'patrimônio da democracia brasileira'

Fonte: Bandeira da fonte

O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exaltou nesta segunda-feira (3) as urnas eletrônicas e disse que o sistema eletrônico de votação é um “patrimônio da democracia brasileira” que está em "permanente evolução tecnológica".

A declaração foi dada na reabertura dos trabalhos da corte, que passou por um recesso no mês de julho.
A fala também ocorre dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, fazer declarações falsas sobre as urnas.
O político disse em 21 de julho, a embaixadores, que parte dos equipamentos teriam a mesma origem de urnas usadas na Venezuela.

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Nunes Marques afirmou que estão sendo feitas durante esta semana “demonstrações públicas da urna eletrônica”, para “reafirmar a robustez, auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui patrimônio da democracia brasileira”.

Nunes Marques também afirmou que a Justiça Eleitoral seguiu atuando durante o recesso e destacou, entre outras, as reuniões realizadas com representantes de plataformas digitais e de institutos de pesquisa.
Ele não tratou diretamente, no entanto, de riscos envolvendo o uso irregular de ferramentas de inteligência artificial durante a disputa, tema que preocupa colegas.

“No fortalecimento da integridade do processo eleitoral e da cooperação institucional, realizamos reuniões técnicas com representantes das principais plataformas digitais para implementação dos planos de conformidade previstos na regulamentação eleitoral e o aperfeiçoamento dos mecanismos de atuação coordenada durante o pleito”, disse.

Em 16 de julho, as big techs assinaram memorandos de entendimento em que renovam a parceria com o TSE para colaborar com o combate de conteúdos desinformativos durante as eleições.

O ministro afirmou que o TSE realizará ainda nesta semana um acordo de cooperação técnica com o Tribunal Superior do Trabalho (TSE) e com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para combater o assédio eleitoral, prática em que empregadores pressionam trabalhadores a voltarem em determinado candidato.