O candidato do PSD à Presidência, ex-governador Ronaldo Caiado, explorou nesta terça-feira a investigação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, para tentar desgastar o petista.
Para Caiado, “o escândalo do príncipe já chegou na antessala do rei”.
O presidenciável destacou também investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), ao participar de uma sabatina promovida pelo G4 e O Antagonista, em São Paulo.
A Polícia Federal (PF) investiga uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
O ex-assessor deixou o cargo há duas semanas e está na campanha de Lula.
Procurado, Marcola negou qualquer irregularidade no empréstimo pessoal que fez com a empresária e afirmou que os recursos foram obtidos por meio de um empréstimo, sem detalhar o valor, e que a dívida já foi quitada.
“Hoje [ontem] você tem uma nova surpresinha.
O escândalo do príncipe já chegou na antessala do rei.
Então, você já viu aí que o secretário-executivo do Lula, você sabe, que tenta implantar uma monarquia no Brasil para cuidar do príncipe, para não deixar que ele seja atingido.
Agora já está ficando sem explicações, porque agora o problema já chegou na antessala do rei”, disse Caiado a jornalistas, depois da sabatina.
“É algo que mostra ainda mais o envolvimento do governo com escândalos e com a corrupção.
É um envolvimento direto.
Você já está falando que ali é o secretário do presidente.”
Em desvantagem nas pesquisas eleitorais, com apenas 4% segundo o Datafolha mais recente, Caiado criticou também Flávio, que foi investigado por suposta prática de “rachadinha” quando foi deputado estadual no Rio de Janeiro.
O presidenciável disse que, diferentemente de seus adversários, não está envolvido em escândalos de corrupção.
“Vocês já viram algum comentário do Caiado em corrupção, em negociata, em propina, em enriquecimento ilícito? Tem alguma coisa que toque a moral e a integridade de uma pessoa física como é um candidato à presidência da República? Vocês já me viram em rachadinha, em mensalão?”, disse Caiado, na sabatina.
“Então, não se governa pelo discurso, se governa pelo exemplo de vida.
Você só tem autoridade moral para poder implantar correção em um país quando você tem condições de sentar à mesa e você está de mãos limpas e não tem o rabo preso.”
