Durante muitos anos, o networking foi tratado como uma das principais ferramentas para o crescimento empresarial.
Feiras, congressos, cafés de negócios e grandes eventos movimentaram um mercado bilionário sustentado pela promessa de conectar empresários, executivos e investidores.
Mas essa lógica começa a mudar.
Em um ambiente onde tecnologia, inteligência artificial e informação se tornaram amplamente acessíveis, empresários passaram a perceber que o verdadeiro diferencial competitivo não está apenas em conhecer novas pessoas, mas em construir relações profundas com quem realmente pode influenciar decisões estratégicas.
A agenda cheia de eventos deixou de ser sinônimo de conexões relevantes.
A quantidade de contatos perdeu espaço para a qualidade da convivência.
Essa mudança acompanha uma transformação observada em diversos mercados internacionais.
Organizações como a Young Presidents' Organization (YPO), que reúne mais de 36 mil líderes em mais de 140 países, a Entrepreneurs' Organization (EO), presente em mais de 60 países, e a Vistage, considerada uma das maiores comunidades globais de CEOs, consolidaram um modelo baseado na convivência recorrente entre empresários.
O princípio é simples.
Empresários tomam melhores decisões quando convivem com empresários que enfrentam desafios semelhantes.
Mais do que compartilhar conhecimento, essas organizações criam ambientes permanentes de confiança.
No Brasil, essa necessidade começa a ser sustentada também por pesquisas.
Um levantamento realizado pelo Itaú Unibanco, em parceria com o Instituto Locomotiva, revelou que a maioria dos empresários brasileiros afirma tomar sozinha pelo menos uma decisão estratégica importante da empresa.
Outra pesquisa, desenvolvida pela Meta em conjunto com a Gallup, em 142 países, diferencia isolamento social e solidão.
Enquanto o isolamento representa a ausência de contatos, a solidão está relacionada à distância entre as relações que uma pessoa possui e aquelas de que realmente necessita.
Para empresários, essa diferença é especialmente relevante.
Poucos sofrem por falta de contatos.
Muitos sofrem pela ausência de uma mesa onde possam discutir crescimento, sucessão, investimentos, expansão ou desafios de gestão com pessoas que realmente compreendam essas responsabilidades.
Essa mudança de comportamento também altera o conceito de luxo.
Se antes exclusividade era medida pelo acesso a produtos, hoje ela passa a ser medida pelo acesso a pessoas.
A ambientes.
A repertório.
A experiências.
E, principalmente, ao tempo de outros empresários.
É nesse contexto que clubes empresariais privados começam a ganhar protagonismo no Brasil.
Ao contrário dos grupos tradicionais de networking, esses ambientes funcionam por curadoria, convivência recorrente e desenvolvimento contínuo de relacionamentos.
A proposta deixa de ser apresentar pessoas.
Passa a ser construir confiança.
Um dos exemplos desse movimento é a ONE - Only Network For Experts, fundada em outubro de 2025 pelos empresários Fábio Barboni, Guilherme Christians e Gustavo Cáceres.
Inspirada em referências internacionais, a organização foi criada com uma proposta diferente da maior parte das comunidades empresariais brasileiras.
Ao invés de promover apenas encontros, desenvolveu um modelo estruturado sobre três pilares: Comunidade, Experiência e Educação.
Em menos de um ano, o clube reúne 90 empresários, responsáveis por um faturamento combinado superior a R$ 5 bilhões, e registra mais de R$ 83,4 milhões em oportunidades e negócios gerados entre seus membros.
Entre os casos documentados está a colaboração entre Rodolfo Nascimento, fundador da Rhhub, e Tobias Junior, fundador da Apter, que desenvolveram conjuntamente uma operação de Business Process Services (BPS) voltada ao mercado corporativo, ampliando a atuação junto a clientes como Alelo e VR Benefícios.
Para Fábio Barboni, esse resultado é consequência direta do ambiente criado pela comunidade.
"O networking tradicional aproximava pessoas.
O que o empresário procura hoje é um ambiente onde ele possa permanecer.
Grandes negócios não nascem da troca de cartões.
Eles nascem da convivência, da confiança e da qualidade das relações construídas ao longo do tempo."
Essa filosofia ganha sua maior expressão nos dias 13 e 14 de agosto, quando a ONE realiza a primeira edição do SUMMIT ONE, reunindo mais de 150 empresários em uma programação que combina conteúdo, relacionamento e experiências exclusivas.
O crescimento desse modelo acompanha uma mudança importante no comportamento dos próprios empresários.
Se antes os encontros corporativos eram vistos como oportunidade para ampliar a rede de contatos, hoje eles passaram a ser avaliados pela qualidade das conversas que conseguem gerar.
O tempo tornou-se um dos ativos mais escassos de quem lidera empresas.
Por isso, participar de uma comunidade deixou de significar apenas acesso a conteúdo.
Passou a significar acesso a contexto.
A empresários que já viveram desafios semelhantes.
A especialistas capazes de acelerar decisões.
E, principalmente, a relações construídas sobre confiança e recorrência.
Segundo Guilherme Christians, sócio da ONE e responsável pela expansão da organização, é exatamente essa mudança que explica o crescimento dos clubes empresariais no mundo.
"O empresário não precisa de mais um evento na agenda.
Ele precisa de um ambiente onde as conversas continuem depois que o evento termina.
O verdadeiro valor está na recorrência.
É a convivência que transforma uma apresentação em parceria, uma indicação em negócio e uma conversa em amizade."
Foi a partir dessa visão que nasceu o SUMMIT ONE.
Em vez de um congresso tradicional, a programação foi desenhada como uma extensão da própria filosofia do clube.
Cada palestra, cada intervalo, cada experiência e cada ambiente foram planejados para estimular conexões entre empresários que compartilham desafios semelhantes, mas atuam em setores diferentes.
O primeiro dia acontece na ONE House, sede oficial da organização em São Paulo.
Mais do que um escritório, o espaço funciona diariamente como um clube empresarial, recebendo empresários para reuniões, encontros, mentorias e conexões estratégicas.
É ali que mais de 150 empresários serão recebidos para uma programação voltada a liderança, crescimento, inovação e expansão empresarial.
A abertura será conduzida pelos fundadores Fábio Barboni, Guilherme Christians e Gustavo Cáceres, apresentando a visão que deu origem à ONE e os próximos passos da organização, que prepara sua expansão para novas cidades brasileiras e sua primeira operação internacional, em Miami.
Na sequência, o palco recebe alguns dos principais nomes do empreendedorismo nacional.
Entre eles está Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas e atual presidente da Academia da Prosperidade da Vida, reconhecido internacionalmente pelo trabalho de desenvolvimento econômico em comunidades e pela construção de um dos maiores movimentos de empreendedorismo de impacto social do país.
Também participa Leo Pereira, referência em cultura organizacional, liderança e alta performance, compartilhando estratégias para empresas que enfrentam ciclos acelerados de crescimento.
Ao longo do dia, Leo Castelo abordará expansão empresarial, franquias e construção de operações escaláveis, enquanto Fabiano Salomão dividirá experiências sobre posicionamento estratégico, crescimento sustentável e desenvolvimento de negócios.
Outro destaque será a palestra de Gustavo Cáceres, sócio da ONE e especialista em inteligência comercial, desenvolvimento de mercado e internacionalização de empresas.
Sua apresentação discutirá como inteligência artificial, SDRs, prospecção estruturada e posicionamento global vêm transformando a forma como empresas brasileiras aceleram crescimento e conquistam novos mercados.
Para Cáceres, tecnologia continuará sendo importante, mas deixará de ser suficiente.
"Ferramentas podem ser compradas.
Inteligência artificial pode ser contratada.
O que não se compra é acesso às pessoas certas.
Empresas extraordinárias crescem quando conhecimento, relacionamento e execução caminham juntos."
Além do conteúdo, o Summit propõe um formato pouco comum em encontros empresariais.
Em vez de estimular apresentações comerciais, o Pitch Day convida os participantes a construir soluções para os desafios apresentados pelos próprios empresários.
Após cada apresentação, outro membro da comunidade é incentivado a contribuir com ideias, conexões, experiências ou oportunidades capazes de acelerar aquele negócio.
A dinâmica reflete uma das principais premissas da ONE.
Colaboração antes da venda.
Segundo Barboni, esse modelo explica boa parte dos resultados alcançados pela comunidade em menos de um ano de operação.
"Quando empresários entram em um ambiente pensando primeiro em contribuir, os negócios deixam de ser objetivo e passam a ser consequência."
É justamente essa lógica que transforma o segundo dia do Summit em uma experiência diferente de qualquer outro encontro empresarial realizado no país.
O segundo dia do SUMMIT ONE reforça essa proposta ao levar os participantes para um dos empreendimentos mais emblemáticos da capital paulista: a Cidade Matarazzo, complexo que abriga o Rosewood São Paulo e se consolidou como um dos maiores projetos de revitalização urbana da América Latina.
Mais do que escolher um cenário sofisticado, a organização pretende demonstrar que ambientes também influenciam a qualidade das relações.
"Acreditamos que os empresários precisam ampliar constantemente seu repertório.
Conhecer projetos como a Cidade Matarazzo é entender como patrimônio histórico, arquitetura, hospitalidade, sustentabilidade e inovação podem coexistir em um único modelo de negócio.
Isso também é educação empresarial", afirma Fábio Barboni.
A programação começa no AYA Hub, onde os participantes serão recebidos para um café de boas-vindas antes da abertura das atividades.
Na sequência, Renato Ticoulat Neto, fundador e CEO da Limpeza com Zelo, compartilhará sua trajetória de expansão nacional, abordando os desafios de escalar uma operação baseada em cultura organizacional, padronização e crescimento sustentável.
Logo depois, Gilson Rodrigues retorna ao palco para apresentar a história da Cidade Matarazzo e discutir como grandes projetos urbanos podem gerar impacto econômico, social e cultural.
Os empresários participarão ainda de uma visita guiada pelos bastidores do complexo, conhecendo espaços normalmente indisponíveis ao público e entendendo como um patrimônio histórico foi transformado em um dos empreendimentos mais sofisticados do país.
No período da tarde,=Fábio Fernandes e Mac Trigueiro apresentam estratégias de crescimento empresarial e discutem como acelerar posicionamento, geração de autoridade e expansão internacional, especialmente para o mercado norte-americano.
Mas talvez o maior diferencial do Summit esteja justamente nos momentos em que não há ninguém no palco.
Ao final da programação, a sommelière Letícia Braga conduzirá uma degustação guiada de vinhos harmonizada pela Mari Vilela da Amalfi Gastronomia, enquanto a Divano proporcionará uma experiência dedicada ao universo dos charutos premium.
O encerramento acontecerá no rooftop do Rosewood ao pôr do sol, acompanhado por música ao vivo.
Para a ONE, esses momentos não representam um encerramento social.
São parte da metodologia.
Segundo Gustavo Cáceres, é justamente nesses ambientes que muitas das conexões mais relevantes acontecem.
"Os melhores negócios dificilmente começam em uma mesa de negociação.
Eles começam quando existe confiança.
E confiança é construída no tempo, na convivência e nas experiências compartilhadas.
O Summit foi desenhado para criar exatamente esse contexto."
Esse conceito também explica os resultados alcançados pela organização desde sua fundação.
Em menos de um ano, a ONE documentou mais de R$ 83,4 milhões em oportunidades e negócios gerados entre membros, resultado impulsionado por uma comunidade formada por 90 empresários, responsáveis por um faturamento combinado superior a R$ 5 bilhões.
Entre os exemplos está a colaboração entre Rodolfo Nascimento, da Rhhub, e Tobias Junior, da Apter, que estruturaram conjuntamente uma operação de Business Process Services (BPS) voltada ao mercado corporativo, ampliando sua atuação junto a empresas como Alelo e VR Benefícios.
Casos como esse ilustram uma mudança que começa a ganhar espaço no ambiente empresarial brasileiro: negócios deixam de nascer apenas de prospecção e passam a surgir da convivência entre empresários que compartilham confiança, valores e visão de longo prazo.
É justamente essa transformação que a ONE pretende representar.
Mais do que organizar encontros, a organização aposta em um modelo recorrente de relacionamento, inspirado em referências internacionais, mas adaptado à realidade do empreendedor brasileiro.
Enquanto Fábio Barboni conduz a visão estratégica da marca, Guilherme Christians lidera a expansão da comunidade e o relacionamento com os membros, e Gustavo Cáceres impulsiona as frentes de crescimento comercial, inteligência de mercado e internacionalização.
Juntos, os três fundadores compartilham uma mesma convicção: o futuro dos negócios será construído por empresários que escolhem crescer em comunidade.
Depois de consolidar sua operação em São Paulo, a ONE prepara sua expansão para novas cidades brasileiras e trabalha na abertura de sua primeira unidade internacional, em Miami, prevista para 2026.
O SUMMIT ONE representa mais do que um evento de negócios.
Marca um momento em que empresários passam a valorizar não apenas conhecimento, tecnologia ou acesso a capital, mas também a qualidade das relações que sustentam suas decisões.
Se durante muitos anos o sucesso empresarial foi medido pelo tamanho da empresa ou pela quantidade de contatos acumulados, uma nova lógica começa a ganhar espaço.
O verdadeiro diferencial competitivo pode estar menos na agenda de reuniões e mais na qualidade da mesa onde elas acontecem.
E talvez esse seja o principal sinal de maturidade de uma nova geração de empresários: compreender que, em um mundo onde informação se tornou abundante, confiança passou a ser o ativo mais raro — e mais valioso — para acelerar negócios, construir legado e transformar ambição em crescimento sustentável.
O novo luxo do empresário é ter acesso: por que clubes privados de negócios estão substituindo o networking tradicional
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