A Ferrovia Transnordestina voltou ao centro do debate na assembleia extraordinária realizada pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), na manhã desta segunda-feira (3).
No evento, o Superintendente da Sudene, Francisco Ferreira, destacou a possibilidade do início das obras em janeiro.
"A gente avalia que em janeiro, possivelmente, vamos começar.
Aí, sim, botar o que tem de botar e instalar o canteiro de obras na estrada.
Até lá, devemos orar e vigiar, para pedir aos santos que nos ajudem e cobrar, para mobilizar", ressaltou o superintendente.
No começo de julho, o Tribunal de Contas da União (TCU) já havia acolhido parcialmente os embargos de declaração apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Infra S.A.
para o retorno das licitações no trecho Salgueiro–Suape da Ferrovia Transnordestina.
Apesar disso, o início das obras físicas na ferrovia pernambucana segue travado pelo tribunal.
Ferreira afirmou que deverá encontrar o ministro do TCU e relator da ação, Jhonatan de Jesus, ainda na próxima semana para tentar acelerar o processo de liberação das obras.
"Estarei novamente trazendo para conversa com o ministro essa questão do tempo, já que ele decidirá e editará a nova nota.
Vou conversar sobre a importância da estrada para o estado e tudo o que ela justifica", explicou.
O entrave envolvendo o trecho pernambucano da Transnordestina teve início em maio, quando o TCU determinou a suspensão de novos compromissos financeiros para a retomada das obras entre Salgueiro e o Porto de Suape.
Na ocasião, o tribunal entendeu que o projeto não estava acompanhado de estudos atualizados capazes de demonstrar a viabilidade econômica e social do investimento, além de apontar a necessidade de aprofundamento das análises técnicas, ambientais e operacionais.
Desde então, o governo federal e a Sudene passaram a trabalhar para atender às exigências da Corte.
Em junho, foi encaminhado ao tribunal um estudo sobre o trecho Salgueiro-Suape que, segundo a autarquia, estimou em R$ 4,7 bilhões o retorno social da ferrovia, considerando os impactos sobre emprego, renda e desenvolvimento regional.
O documento integra os argumentos apresentados para defender a retomada do empreendimento.
Apesar do avanço das tratativas, o processo segue sem uma decisão definitiva sobre o início da execução da obra.
