Oficial americano contradiz Trump e diz que Ilha de Kharg, do Irã, não foi atacada, afirma agência - QTU Questões do Universo

Oficial americano contradiz Trump e diz que Ilha de Kharg, do Irã, não foi atacada, afirma agência

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Um oficial americano disse à agência de notícias Reuters nesta segunda-feira (31) que os Estados Unidos não tiveram a ilha de Kharg como alvo em ataques noturnos.
O esclarecimento surge após Donald Trump ter publicado um vídeo de inteligência artificial nas redes sociais alegando que o importante centro petrolífero estava 'sendo reduzido a pedaços'.

A afirmação coincide com a do diretor executivo da Companhia Nacional de Petróleo Iraniana dizendo que as operações na ilha de Kharg não foram interrompidas, e negando a sugestão de um ataque à ilha.
'Os tweets de Trump são ridículos e a situação em Kharg está calma e adequada', disse Hamid Bovard.
Ele afirmou que a ilha, de onde provêm 90% das exportações de petróleo iranianas, foi bombardeada repetidamente pelas forças americanas e israelenses no passado.
No entanto, ele insistiu que os trabalhadores do petróleo não permitiram que as operações parassem 'nem por um momento'.
Frame do vídeo de IA publicado por Donald Trump mostrando ataque na Ilha de Kharg.
Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em sua rede social Truth Social alguns vídeos de inteligência artificial mostrando ataques e bombardeios contra a Ilha de Kharg, do Irã, local onde se concentra boa parte do petróleo do país.
Na publicação, o republicano disse que o local está 'sendo reduzida a pedacinhos'.

EUA atacam lançadores de foguetes iranianos no Estreito de Ormuz
Mísseis iranianos sendo lançados contra bases americanas na Jordânia.
Reprodução/Agência de Notícias Wana
Forças americanas atacaram nesse domingo (30) lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, no estreito de Ormuz, no primeiro ataque militar contra o país em um mês, segundo informou um oficial.
O presidente Donald Trump afirmou na terça-feira que a Marinha dos EUA removeu ou detonou todas as minas no estreito, a importante via marítima que o Irã efetivamente fechou desde o início da guerra entre os dois países no final de fevereiro.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA afirmou ter tomado medidas "limitadas e precisas" no domingo contra as forças de minagem da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), que representavam uma "ameaça iminente" no Estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que o ataque matou e feriu vários soldados e civis e prometeu uma 'resposta e punição' por parte de Teerã, de acordo com a mídia estatal iraniana.
O Irã respondeu lançando um ataque contra duas bases americanas na Jordânia, segundo a mídia iraniana.
As forças armadas da Jordânia informaram ter interceptado oito mísseis que penetraram o espaço aéreo do país na madrugada de segunda-feira.
O retorno às hostilidades ocorre após semanas em que o governo Trump intensificou os esforços para punir Teerã e seus parceiros comerciais com sanções econômicas, abandonando as opções militares.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse no domingo que novas sanções secundárias provavelmente serão anunciadas semanalmente, em um esforço para pressionar o Irã, com foco inicial nos bancos.
'Estamos começando pelos bancos e dizendo a eles que não é aceitável ter dinheiro iraniano e ajudar o regime', disse Bessent.
Após impor sanções às filiais do Banque Misr do Egito nos Emirados Árabes Unidos na sexta-feira por supostas ligações financeiras com o Irã, Bessent disse que o próximo passo pode ser cortar completamente o acesso da instituição ao sistema financeiro baseado no dólar.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Divulgação/Casa Branca