ONS autoriza energização de projetos da Taesa que somam R$ 141,9 milhões em receita anual permitida - QTU Questões do Universo

ONS autoriza energização de projetos da Taesa que somam R$ 141,9 milhões em receita anual permitida

Fonte: Bandeira da fonte

A Taesa informou, nesta terça-feira (4), a energização de novos trechos de transmissão dos projetos Ananaí e Tangará, após as liberações emitidas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Com as energizações, os dois projetos passam a adicionar cerca de R$ 141,9 milhões à receita anual permitida (RAP) da empresa, com efeitos retroativos a 27 de julho de 2026.
Na concessão Ananaí, localizada entre São Paulo e Paraná, a energização das linhas de transmissão de 500 quilovolts (kV) Ponta Grossa-Assis elevou a RAP habilitada em aproximadamente R$ 123,6 milhões, levando o total já operacional do empreendimento para R$ 168,7 milhões, o equivalente a 97,3% da receita prevista para a concessão.
O projeto possui RAP total de R$ 173,3 milhões no ciclo 2026-2027 e investimento regulatório estimado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em R$ 1,75 bilhão.
Segundo a companhia, o projeto entrou em operação entre oito e dez meses antes do prazo regulatório previsto para março de 2027.
A infraestrutura, composta por 363 quilômetros de linhas de transmissão e quatro subestações, é considerada estratégica por reforçar o intercâmbio de energia entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e ampliar o atendimento ao parque industrial da Região Metropolitana de Curitiba.
Já no projeto Tangará, entre Maranhão e Pará, a energização da Subestação Encruzo Novo e da linha de transmissão Encruzo Novo-Santa Luzia III adicionou cerca de R$ 18,3 milhões à RAP da concessão.
Com isso, a receita habilitada do empreendimento alcança aproximadamente R$ 104,5 milhões, correspondendo a 92% da RAP total prevista de R$ 113,4 milhões.
O projeto possui investimento regulatório de R$ 1,117 bilhão.
A empresa destacou que Tangará foi parcialmente entregue entre 20 e 25 meses antes do prazo estabelecido pela Aneel, previsto para março de 2028.
O sistema conta com mais de 265 quilômetros de linhas de transmissão, incluindo trechos em circuito duplo, e reforça a malha elétrica das regiões Norte e Nordeste.