Uma operação do Ministério Público do Rio apreendeu, até agora, 99 máquinas caça-níqueis e R$ 12.844 em dinheiro dentro de um bingo clandestino na Tijuca, na Zona Norte do Rio.
O estabelecimento, na Rua Conde de Bonfim, é apontado como parte da estrutura financeira da chamada nova cúpula do jogo do bicho.
O balanço ainda é parcial.
O grupo teria entre as principais lideranças os contraventores Rogério de Andrade e Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, além de Vinicius Pereira Drumond.
Para o Ministério Público, o bingo fazia parte de uma rede usada para arrecadar dinheiro e financiar as atividades da organização investigada.
O endereço chama atenção justamente pela discrição.
O espaço funciona no térreo de um edifício residencial, ao lado de um salão de beleza.
Há relatos de que as portas costumavam ficar fechadas, dando a ideia de um lugar vago.
O mandado de busca e apreensão foi autorizado pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa.
A ação é conduzida pelo Gaeco, o grupo do Ministério Público que combate o crime organizado, com apoio das polícias Civil e Militar.
O objetivo é recolher provas e identificar outros possíveis integrantes do esquema.
Os investigadores chegaram ao bingo depois da análise de celulares apreendidos na Operação Fissão, realizada em outubro de 2024.
De acordo com o Ministério Público, mensagens encontradas nos aparelhos indicaram uma atuação conjunta de Rogério de Andrade, Adilsinho e Vinicius Drumond.
Os três são apontados como lideranças da organização criminosa.
A investigação já havia identificado outro bingo ligado ao grupo, na Rua Maxwell, em Vila Isabel.
Naquela ação, realizada em março, foram apreendidas 48 máquinas caça-níqueis, além de documentos e equipamentos eletrônicos.
Novos levantamentos levaram os agentes ao endereço da Rua Conde de Bonfim.
A operação segue em andamento.
