Países em conflito, com necessidade humanitária "muito alta", são as regiões do planeta afetadas por cortes no orçamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou em entrevista exclusiva ao GLOBO o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Suspensão de financiamentos e a saída dos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, ajudaram a pressionar as finanças do órgão internacional — que busca diversificar sua obtenção de fundos, junto a países-membros.
Entrevista exclusiva: 'O SUS é único, outros países podem aprender com o Brasil', diz Tedros Adhanom, da OMS
— Muitos programas foram afetados.
Programas de HIV/AIDS, tuberculose, malária.
Profissionais de saúde perdem suas posições porque o salário não estava sendo pago.
Tratamentos pararam porque a cadeia de suprimentos foi afetada por cortes — explica.
— Os mais vulneráveis são os mais afetados.
Os mais vulneráveis são os mais afetados por cortes de orçamento na OMS, diz Tedros Adhanom
Tedros demonstrou especial preocupação em relação à resistência da epidemia de HIV/AIDS, que tinha uma meta de eliminação prevista para 2030 que não será alcançada.
Na entrevista, ele diz que já é o momento para pensar além desse prazo, pois o avanço de casos seguirá em curso superior ao desejado.
O corte de custos para programas globais de HIV, explicou Tedros, é um dos motivos para a resistência dessa epidemia.
Confira aqui a entrevista completa.
