Ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, candidato do PSD ao governo do Estado
Fabiano Rocha/Fabiano Rocha
O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) criticou nesta sexta-feira (21) o que chamou de "uma maioria de delinquentes e mafiosos" que, segundo ele, comandam atualmente a Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
"Não quero generalizar, mas existe uma maioria de delinquentes e mafiosos tomando conta da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro", disse Paes em evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan).
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Segundo Paes, o Rio vive uma "anomalia jurídica" por ser governador pelo presidente do Tribunal de Justiça.
O ex-prefeito do Rio elogiou o desembargador Ricardo Couto, que hoje está à frente do executivo estadual, e ressaltou que o elemento fundamental hoje no Rio é a segurança institucional, jurídica e física.
"Que é tudo o que não temos no Rio", disse Paes.
Apesar do comentário, o exercício da chefia do Executivo local por Couto segue a linha sucessória prevista para o Estado, no qual atualmente governador, vice e presidente da Alerj estão impossibilitados de ocupar o cargo.
Paes citou diversos ex-integrantes do governo do ex-governador Cláudio Castro (PL) presos ou investigados por ligação com o crime organizado.
"O crime entrou no Palácio Guanabara e é impossível fazer qualquer política de segurança quando o crime está no poder", afirmou.
"Ativismo estatal"
O candidato afirmou ser a favor de um nível de "ativismo estatal" para resolver questões específicas.
Como exemplo, Paes citou a decisão da Gol de montar no Galeão o hub de voos internacionais da companhia.
"A Gol implantou o hub internacional no Rio em parceria com a Prefeitura", disse Paes, que foi prefeito do Rio por quatro mandatos.
Paes acrescentou que, se eleito, será "firme" no processo de apoio à indústria no Rio.
"Vou perseguir a reindustrialização do Estado e da região metropolitana", disse Paes.
