Pague Menos errou e perdeu venda de canetas emagrecedoras no 2º trimestre; ação sobe com margem em alta - QTU Questões do Universo

Pague Menos errou e perdeu venda de canetas emagrecedoras no 2º trimestre; ação sobe com margem em alta

Fonte: Bandeira da fonte

O comando da Pague Menos disse na manhã desta terça-feira (4) que errou e isso afetou o crescimento da empresa no intervalo de abril a junho.
“Tivemos o menor patamar de crescimento no trimestre”, disse a analistas Jonas Marques, CEO da empresa, ao comentar os resultados de vendas da rede varejista.
“Nós poderíamos ter feito melhor, nós erramos, o digital ficou sobrecarregado.
Em 2024 começamos a melhorar o digital e estamos trabalhando diuturnamente para melhorar isso”, disse ele.
Segundo o executivo, a empresa trouxe novos clientes nos últimos tempos, mas faltou infraestrutura no trimestre para atendê-los no digital, na venda dos produtos da categoria de GLP-1 (canetas emagrecedoras) e foi necessário acionar a parceira Vtex para ajuda-los a estabilizar a operação.

O problema foi identificado na atualização do sistema na Vtex, no momento do pagamento do produto.
Foi feita uma “sala de guerra”, e a questão foi identificada quando o próprio CEO fez um teste na hora de simular uma compra de caneta emagrecedora.

Segundo Marques, boa parte das vendas da categoria GLP-1 ocorre pelo on-line, por conta dos descontos que são oferecidos por meio desse canal, e a empresa perdeu parte dessa venda no segundo trimestre.

Nesse cenário, caiu a contribuição do GLP-1 nas vendas totais da empresa.
A categoria respondeu por 6,1% do crescimento da empresa no segundo trimestre, versus uma taxa bem maior, de 13,8% um ano atrás — no primeiro trimestre esse índice era 7,9% de janeiro a março.

A diretoria financeira disse que em julho esse indicador melhorou e o peso das canetas emagrecedoras no total voltou a crescer.
O comando ainda reforçou que a base de comparação elevada do ano passado também teve efeito no segundo trimestre para essa redução do peso do GLP-1 nas vendas.

Paralelo a esse efeito, a diretoria financeira tratou de dar um outro tom mais positivo à teleconferência e reforçar os avanços da rede no segundo trimestre, como o aumento da venda média mensal por loja neste ano frente ao ano passado, e a melhora do ebitda em 2026.

A margem Ebitda subiu de 6,1% para 6,5% entre o segundo trimestre de 2025 e de 2026, mas a margem bruta caiu de 30,7% para 30,6%.
A receita bruta cresceu 9,3% , para R$ 4,3 bilhões.

O lucro líquido da rede (não ajustado) foi de R$ 71,2 milhões de abril a junho, versus R$ 50,3 milhões um ano antes.

A ação da rede subia mais de 7%, por volta das 11h desta terça-feira (4) na B3, com o mercado avaliando os ganhos de resultado e de margem ebitda.
Em determinado momento da teleconferência, o CEO falou sobre o papel da varejista: “A ação está barata, muito barata, me falam para não falar isso, mas está”, disse.
Marques ainda mencionou a demanda por canetas emagrecedoras.
“Está faltando Ozivy, chega e rapidamente acaba, pode ser pela nossa localização geográfica”, disse.
A Pague Menos tem boa parte dos pontos no Nordeste.
“E assim que reduz o preço, a venda dobra, porque traz acesso [...] A concorrência melhora as margens para o varejo, é positiva para a gente, e graças a Deus estamos longe do Paraguai e temos menos esse efeito [de importação irregular de produtos]”, disse.

Divulgação/Pague Menos