Em Keremeos (Canadá) o adolescente Landen Spittal, de 15 anos, foi vítima de um erro perigoso cometido pelo pai, Colin, que culminou em uma picada de cobra venenosa.
Enquanto cuidavam do jardim da família na semana passada, Colin encontrou um réptil e, acreditando tratar-se de uma simples cobra-liga — espécie inofensiva com a qual o filho costumava brincar —, decidiu pegá-lo.
O que ele não notou é que, na verdade, segurava uma cascavel.
A picada na mão do jovem foi instantânea e o desfecho, quase fatal.
Colin, que cresceu na Escócia e não tinha familiaridade com as espécies locais, relatou que viu a cobra se aproximando enquanto utilizava um aparador de grama, contou reportagem no jornal "The Province".
"Eu a agarrei porque estávamos brincando com cobras-liga", explicou.
O animal, que não emitiu nenhum sinal sonoro, atacou Landen assim que o rapaz se aproximou para ver o bicho.
Picadas que o jovem Landel Spittal sofreu
Acervo Pessoal
A mãe, Andrea, que estava em casa quando o acidente aconteceu, precisou agir com rapidez ao ser informada sobre a emergência médica.
A situação escalou drasticamente a caminho do hospital.
Na ambulância, a mão de Landen começou a inchar e a ficar arroxeada, enquanto o jovem apresentava formigamento na boca e dormência.
Ao chegar ao centro médico de Penticton, a gravidade era evidente.
Segundo Andrea, a equipe médica estava em alerta máximo:
"Um médico estava em pânico total, pois sabia da gravidade da situação".
O jovem precisou ser internado na UTI por três dias, onde recebeu cerca de 14 ampolas de soro antiofídico.
A família, que agora compartilha a história como um alerta, admite que a falta de informação foi determinante para o acidente.
Andrea, que foi criada na região onde a cascavel-do-pacífico-norte é comum, lamenta não ter discutido os perigos antes.
"Cometemos alguns erros e aprendemos muito.
Não queremos que isso aconteça com mais ninguém", declarou ela.
De acordo com a Wildsafe BC, a cascavel-do-pacífico-norte é uma espécie protegida na região e nem sempre faz o característico som de chocalho antes de atacar.
Embora a organização estime cerca de cinco mordidas por ano na província, a família acredita que o número real possa ser maior, dado o susto que enfrentaram.
A lição deixada por Andrea para quem encontrar esses animais é direta:
"Não peguem em nenhuma cobra, principalmente as que fazem barulho de chocalho."
*Estagiário sob supervisão de Fernando Moreira
