Enquanto organizava o primeiro reencontro com os quatro filhos desde 2019, Brady Harmon trocava mensagens com a ex-esposa, Sarah Myers, sem saber que, segundo a polícia de Mechanicville, no estado de Nova York (EUA), ela e a mãe, Amy Steadman, já planejavam matar as crianças.
Nesta semana, após a divulgação de novos detalhes da investigação, o pai publicou as últimas conversas entre os dois, revelando que, no mesmo período em que preparava as férias de verão dos filhos, recebia informações falsas sobre o estado de saúde deles.
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Os filhos do casal — Harper, de 13 anos, Hudson, de 11, e os gêmeos Gavin e Gracelynn, de 10 — foram encontrados mortos em junho, junto aos corpos de Sarah, de 44 anos, e Amy, de 64.
Segundo a polícia, mãe e avó envenenaram as crianças, antes de tirarem a própria vida.
Pai planejava reencontro com os filhos
Em uma publicação no Facebook, Harmon afirmou que as mensagens divulgadas pelo Departamento de Polícia de Mechanicville mostram que, em 10 de junho, Sarah e Amy discutiam a administração de medicamentos às crianças.
No mesmo dia, ele recebeu uma justificativa para adiar uma chamada de vídeo com os filhos.
"De acordo com informações divulgadas pelo Departamento de Polícia de Mechanicville, mensagens estavam sendo trocadas em 10 de junho a respeito do assassinato planejado dos meus filhos.
Foi no mesmo dia que me disseram que as crianças estavam com uma virose e me pediram para adiar minha chamada de vídeo pelo FaceTime", escreveu.
As conversas mostram que, dias antes, Harmon havia enviado as informações das passagens aéreas para que os filhos passassem o verão com ele em Utah.
Também perguntou sobre atividades de que as crianças gostavam, além de solicitar prontuários médicos, informações sobre medicamentos, alergias e médicos responsáveis.
"Eu acreditava que estava me preparando para receber meus filhos em casa" afirmou o pai.
"Meus filhos não eram peões a serem sacrificados quando o controle estava escapando de suas mãos.
Eram quatro belos seres humanos com personalidades, sonhos, medos, risos e uma família inteira esperando para amá-los".
Segundo o chefe de polícia Bill Rabbitt, mensagens recuperadas pelos investigadores indicam que Sarah orientou Amy a administrar medicamentos às crianças horas antes de uma ligação marcada com o pai.
Como o plano inicial não surtiu o efeito esperado, uma das duas enviou a mensagem: "Não está funcionando.
Precisamos de outra opção."
A polícia também encontrou registros de buscas na internet sobre efeitos de medicamentos, insulina em pessoas sem diabetes e formas letais de esfaqueamento, além de cartas e anotações nas quais Sarah e Amy alegavam que elas e as crianças haviam sofrido abusos quando viviam em Utah.
A investigação continua em andamento.
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