Países da região condenam ataques de Israel em Gaza; governo Netanyahu culpa Hamas - QTU Questões do Universo

Países da região condenam ataques de Israel em Gaza; governo Netanyahu culpa Hamas

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Os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Turquia e de vários outros países condenaram nesta quinta-feira o que classificaram como contínuas violações cometidas por Israel na Faixa de Gaza, incluindo ataques contra instalações de saúde, infraestrutura médica e infraestrutura civil.
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Em comunicado conjunto, também assinado pelos chanceleres do Catar, Jordânia, Paquistão e Indonésia, os ministros condenaram a continuidade da perda de vidas civis em Gaza.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a declaração "distorce a realidade" ao acusar Israel de comprometer o plano de 20 pontos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem abordar o que classificou como violações contínuas cometidas pelo Hamas.

"O primeiro requisito do plano é uma Gaza desmilitarizada e livre do terrorismo, mas o Hamas continua se rearmando, recrutando terroristas, reconstruindo túneis e se preparando para futuros ataques", afirmou Doron Spielman, porta-voz internacional do gabinete do primeiro-ministro israelense, em comunicado.

Membros palestinos das Brigadas al-Qassam, o braço armado do movimento Hamas , exibem um foguete Qassam de fabricação caseira durante um desfile militar que marca o 27º aniversário da fundação do Hamas , na Cidade de Gaza, em 14 de dezembro de 2014
REUTERS/Suhaib Salem/Foto de Arquivo
Israel continua realizando ataques na Faixa de Gaza desde que concordou, em outubro do ano passado, com um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.
Segundo autoridades de saúde palestinas, cerca de 1.200 palestinos foram mortos nos últimos nove meses, muitos deles mulheres e crianças.
O Hamas raramente divulga informações sobre suas baixas.

Na semana passada, Trump afirmou que houve um avanço em seu plano para encerrar a guerra, aceito por Israel e pelo Hamas no ano passado e iniciado com a trégua.

Segundo Trump, o Hamas, que governou Gaza por quase duas décadas antes de realizar o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que desencadeou a guerra, concordou em entregar suas armas.