A triagem inicial de candidatos continua sendo uma das etapas mais importantes do recrutamento — e também uma das mais difíceis de escalar.
Enquanto metade das empresas brasileiras leva entre 16 e 30 dias para preencher uma vaga, 30,7% afirmam que o tempo de contratação aumentou em relação ao ano anterior, segundo a pesquisa Panorama da Contratação no Brasil 2026, realizada pelo Pandapé em julho de 2026.
É nesse contexto que o Pandapé, software de RH líder na América Latina, anuncia o lançamento da Aina, sua nova agente de entrevistas com inteligência artificial.
A tecnologia foi desenvolvida para conduzir entrevistas estruturadas sem retirar do recrutador a responsabilidade pela decisão sobre quem será contratado.
A Aina realiza entrevistas de pré-triagem ou técnicas em diferentes etapas do processo seletivo, por texto, áudio ou vídeo.
Ao final de cada conversa, transcreve as respostas, analisa o conteúdo considerando o contexto da vaga e organiza uma análise estruturada, reunindo as evidências da entrevista para apoiar a tomada de decisão do recrutador.
A novidade chega ao mercado em um momento em que as empresas enfrentam desafios crescentes para contratar.
Segundo a pesquisa do Pandapé, 44,2% das organizações entrevistam de quatro a seis candidatos para realizar uma contratação, enquanto outras 25% entrevistam entre sete e dez pessoas antes de preencher uma vaga.
Quanto maior o volume de entrevistas, maior o desafio de manter consistência nas avaliações e dedicar tempo suficiente para analisar cada profissional.
Para Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil, detentora do Pandapé, a inteligência artificial inaugura uma nova etapa na evolução do recrutamento: não substituir pessoas, mas ampliar sua capacidade de decidir.
"Quantos candidatos fazem seu currículo sem IA? A entrevista sempre foi e agora é ainda mais um dos um dos momentos mais ricos do recrutamento, porque é ela que revela as informações que vão além do currículo.
O desafio é transformar esse conhecimento em inteligência que ajude o RH a tomar decisões melhores.
É exatamente aí que a inteligência artificial gera valor; quando organiza informações, identifica padrões e amplia a capacidade de análise do recrutador, sem substituir aquilo que continua sendo essencial: o julgamento humano."
A Aina pode ser utilizada em diferentes etapas do processo seletivo.
Ao configurar a entrevista, o recrutador escolhe se ela será uma pré-triagem (confirmação de dados básicos) ou uma entrevista técnica mais aprofundada.
A partir das características da vaga e do tipo de avaliação, a Aina sugere perguntas, temas e pesos, que podem ser revisados e editados antes do envio.
Pelo WhatsApp, o candidato responde por mensagens de texto ou áudio, no momento mais conveniente para ele, sem necessidade de conciliar agendas com o recrutador.
Na videoentrevista, grava uma resposta para cada pergunta, também no horário que preferir.
Independentemente do canal, a experiência segue a mesma lógica.
A Aina transforma cada entrevista em uma análise estruturada composta por um resumo da entrevista, uma avaliação geral de compatibilidade e uma análise por pergunta ou requisito, sempre acompanhada das evidências que fundamentam cada avaliação.
Todas essas informações permanecem organizadas no perfil do candidato dentro do Pandapé, permitindo que o recrutador consulte a conversa, a transcrição e as análises sempre que necessário.
O lançamento está previsto para setembro.
Inicialmente, a Aina estará disponível para entrevistas pelo WhatsApp, com respostas em mensagens de texto ou áudio, e por videoentrevista.
O canal de chamada de voz virá na sequência.
Tecnologia organiza análises e evidências, mas a decisão continua sendo humana
A Aina não é um chatbot de perguntas frequentes nem um filtro automático de currículos.
Sua atuação começa quando o recrutador define a etapa do processo, o tipo de entrevista e os critérios que deseja avaliar.
Baseada em modelos de linguagem de grande porte (LLMs), a tecnologia considera o contexto da vaga e da empresa e pode adaptar o encaminhamento das perguntas às respostas dadas pelo candidato, sempre dentro dos critérios definidos pelo RH.
Ao final da entrevista, a tecnologia apresenta uma análise estruturada em dois níveis: uma avaliação geral de compatibilidade com os requisitos da vaga e uma análise do cumprimento esperado em cada pergunta ou requisito.
Todas as conclusões permanecem vinculadas às respostas registradas durante a entrevista, permitindo que o recrutador compreenda as evidências por trás de cada avaliação.
Diferentemente de soluções que classificam ou eliminam candidatos automaticamente, a tecnologia não gera uma nota única nem aprova ou elimina candidatos automaticamente.
Seu papel é organizar as informações da entrevista em análises estruturadas e evidências que ampliem a capacidade de decisão do recrutador.
Desenvolvida de forma nativa no ecossistema do Pandapé, a Aina integra entrevistas, transcrições e análises ao histórico de cada candidato dentro da plataforma.
Dessa forma, todas as informações permanecem reunidas em um único ambiente durante a jornada de recrutamento.
A solução complementa o Pandapé Fast Apply, lançado há um ano, que permite ao candidato se inscrever de forma simples e conversacional pelo WhatsApp, responder a filtros automáticos e seguir avançando pelo mesmo canal em etapas como retorno, comunicação, lembretes e agendamento de entrevista.
Com a Aina, essa jornada passa a incorporar também a entrevista com inteligência artificial.
O lançamento faz parte da estratégia de inteligência artificial da Redarbor para automatizar atividades operacionais e permitir que recrutadores concentrem seu tempo nas decisões que exigem conhecimento, contexto e avaliação humana.
O cenário reforça essa necessidade.
A pesquisa Panorama da Contratação no Brasil 2026 mostra ainda que encontrar candidatos qualificados é hoje o principal desafio para contratar, citado por 38,7% dos profissionais de RH.
Outros 26,7% apontam a dificuldade de encontrar pessoas com aderência ao perfil específico da vaga.
O cenário reforça que acelerar o recrutamento é importante, mas que melhorar a qualidade das decisões tornou-se igualmente estratégico.
"Nosso objetivo não é automatizar decisões, mas ampliar a inteligência disponível para quem recruta.
O futuro do recrutamento será definido pela qualidade das decisões, e não apenas pela velocidade dos processos.
A Aina foi criada para transformar entrevistas em análises organizadas, oferecendo mais contexto, mais evidências e dados que gerem confiança para que o RH tome decisões cada vez melhores.
A tecnologia evolui para apoiar as pessoas, nunca para substituir aquilo que é essencialmente humano", conclui Ana Paula Prado.
Pandapé lança Aina, agente de IA que realiza entrevistas por WhatsApp, voz e vídeo para apoiar decisões de contratação
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