Para crescer, IBM acelera sua agenda em IA generativa, IA agêntica, semicondutores e automação - QTU Questões do Universo

Para crescer, IBM acelera sua agenda em IA generativa, IA agêntica, semicondutores e automação

Fonte: Bandeira da fonte

Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil
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Com o acelerado avanço da tecnologia, os investimentos em desenvolvimentos internos já não são suficientes para gerar inovação nas empresas.
Com negócios, processos e até setores inteiros sendo transformados pela inteligência artificial (IA), elas adotam um modelo que combina pesquisa e desenvolvimento (P&D) próprio com aquisições estratégicas, parcerias, inovação aberta e criação com clientes.
É a receita que seguem as cinco empresas mais inovadoras do setor de tecnologia de informação desta edição do anuário Valor Inovação Brasil.
“Estamos acelerando nossa agenda em IA generativa, IA agêntica, semicondutores, automação, infraestrutura híbrida e governança de IA, movimento sustentado por aquisições estratégicas e avanços tecnológicos próprios”, informa Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil.

Em 2025, a companhia investiu US$ 8,3 bilhões em P&D e US$ 8,29 bilhões para fazer 11 aquisições.
Entre os destaques estão HashiCorp, DataStax, Accelalpha, AST e Cognitus, adquiridas para ampliar capacidades em cloud híbrida (infraestrutura própria combinada com a de terceiros), automação, dados, IA generativa e modernização de ambientes corporativos.
Outros pilares na área de inovação da IBM são as parcerias, que ampliam a capacidade de inovação e escala, e a criação com clientes para desenvolver soluções que resolvam desafios reais de negócio.
A IBM atua também em inovação aberta, por meio de startups, desenvolvedores, universidades, comunidades científicas e ecossistemas globais de pesquisa e tecnologia.

Entre os avanços em 2025, Braga destaca o Granite Guardian, desenvolvido para identificar, sinalizar e corrigir riscos em workflows agênticos (processos orientados por IA em que agentes autônomos executam tarefas e tomam decisões), estabelecendo camadas de segurança, confiabilidade e mitigação de alucinações e conteúdos inadequados.
“O retorno desse movimento é evidenciado por um pipeline acumulado de negócios em IA generativa superior a US$ 12,5 bilhões.”
Em infraestrutura, lançou o mainframe IBM z17 – o sistema foi desenvolvido ao longo de cinco anos, gerou mais de 300 patentes e contou com a criação de mais de 100 clientes.
O equipamento é capaz de realizar até 450 bilhões de inferências por dia e foi projetado para colocar a IA no centro da infraestrutura corporativa.

Já em computação quântica, os destaques incluem o processador IBM Quantum Nighthawk, os avanços do IBM Quantum System Two (plataforma modular de computação quântica) e o fortalecimento da IBM Quantum Network, rede global que reúne mais de 325 organizações como empresas, centros de pesquisa e startups para desenvolver aplicações e pesquisas em computação quântica.
O Brasil participa desse ecossistema por meio de universidades e organizações parceiras.
A estratégia passou a priorizar não apenas escala, mas também qualidade, redução de erros e aplicabilidade prática.

Alessandro Januzzi, vice-presidente de Estratégia e Engenharia de Soluções da Microsoft Brasil
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A inovação na Microsoft parte de uma combinação de desenvolvimento próprio, plataforma tecnológica, parcerias e criação com clientes.
“Não enxergamos inovação como um processo isolado de P&D, mas como a capacidade de transformar pesquisa, tecnologia e conhecimento de negócio em soluções aplicáveis, seguras e escaláveis para clientes e para a sociedade”, resume Alessandro Jannuzzi, vice-presidente de Estratégia e Engenharia de Soluções da Microsoft Brasil.
Os colaboradores são incentivados a contribuir com ideias e soluções, independentemente da área de atuação ou do nível hierárquico.
Jannuzzi cita o Innovation Hub, em São Paulo, um espaço de criação conjunta para apoiar clientes na definição, validação e aceleração de suas agendas de transformação digital.
O hub conecta desafios de negócio a tecnologias como IA, internet das coisas (IoT), serviços cognitivos, nuvem e analytics.
Jannuzzi observa que os desenvolvimentos mais recentes têm um ponto em comum: partem de desafios concretos de negócio ou da sociedade e usam IA, nuvem, dados e engenharia para gerar impacto mensurável.
Um exemplo é a plataforma educacional PEP, do SESI-SP, que tem como núcleo a tutora virtual LEIA, construída com Microsoft Azure OpenAI Service e Copilot Studio.
A solução já atende 140 escolas e 36 mil alunos, com mais de 3 milhões de interações mensais, apoiando uma jornada de aprendizagem mais personalizada.
A empresa de tecnologia nacional Totvs mantém entre 15% e 20% de seus 12 mil colaboradores dedicados à inovação e destina cerca de R$ 1 bilhão por ano para a área, com destaque para IA.
Tem três unidades de negócio que atendem mais de 70 mil clientes no Brasil e em países da América Latina.

A grande inovação da anunciada no ano passado foi o desenho do LYNN, uma fundação tecnológica (base tecnológica) para criar agentes de IA especializados para o modelo B2B (Business to Business).
“Esse é um desenho que foi feito há mais de dois anos, partindo da ideia de ser um foundation baseado no que nós chamamos de IA especializada, agnóstico em termos de modelos de LLMs [Large Language Models]”, destaca Herszkowicz.
Os agentes estão disponíveis somente para clientes que usam os softwares na nuvem computacional da Totvs.

A Totvs inova também por meio de seus mais de 150 parceiros e por aquisições, tanto de startups, caso da Suri, voltada para comercio por Whatsapp, e de grandes empresas, como a Linx, adquirida por R$ 3,05 bilhões.
O negócio amplia a capacidade da Totvs no setor de varejo.
Na Dell Technologies não é diferente: a inovação é resultado de um modelo colaborativo e multidisciplinar.
“Investimos continuamente em pesquisa e desenvolvimento próprios, mas acreditamos que os melhores resultados surgem quando combinamos nossas capacidades internas com um ecossistema amplo de inovação.
Isso inclui parcerias com universidades, centros de pesquisa, startups, hubs de inovação e, principalmente, nossos clientes, que participam ativamente do desenvolvimento e da validação de novas soluções”, informa Diego Puerta, presidente da Dell Technologies no Brasil.
A empresa tem uma estrutura de inovação no Brasil que conta com equipes dedicadas, governança própria, comitês de P&D e de patentes, indicadores de desempenho e processos sistemáticos de gestão da inovação.
Cerca de 5% da receita líquida no país é destinada à área e 25% dos colaboradores atuam de forma total ou parcial em atividades relacionadas à inovação, enquanto cerca de 1,5% da força de trabalho é dedicada exclusivamente à pesquisa.
“Somente em 2025, houve mais de 30 patentes com participação de inventores brasileiros, registradas dentro do processo global de patentes da companhia”, relata Puerta.
Outro exemplo é o Dell Design Lab, inaugurado no Instituto Caldeira, em Porto Alegre.
“O Brasil vem ampliando sua relevância dentro da estratégia global da companhia.
Um dos principais exemplos é o desenvolvimento do Intent Orchestrator, que hoje processa milhares de requisições diariamente e representa um avanço importante na evolução da IA agêntica dentro da empresa”, afirma.
O Intent Orchestrator é uma plataforma que atua como camada central de orquestração dos agentes de IA.
Gerencia autenticação, autorização, memória das interações, monitoramento e controle de acesso de forma centralizada.
Em 2025, o Grupo Stefanini reorganizou suas marcas em sete unidades de negócios: Technology, Cyber, Data & Analytics, Financial Tech, Operations, Marketing e Manufacturing.
Com o novo modelo, cada vertical passou a liderar o próprio investimento, sob o olhar direto do CEO, e com o apoio de um head global de IA, que lidera uma equipe exclusiva para apoiar e acelerar os desenvolvimentos de IA das unidades.
“Eu fico muito em cima do desenvolvimento de novos produtos, inovação no geral.
Isso faz parte do meu dia a dia de trabalho”, diz Marco Stefanini, fundador e CEO global do grupo Stefanini.
Dos 35 mil colaboradores, mais de 3 mil estão envolvidos com inovação, grande parte dedicada à IA.
Tanto a inovação como o crescimento do grupo Stefanini se dão principalmente pelas aquisições.
“Investimos em áreas nas quais não temos conhecimento, por meio de uma aquisição, e desenvolvemos os produtos”, explica Stefanini.
Ele dá como exemplo a Topaz, que iniciou atividades com apenas um produto para banco e se transformou em uma empresa de US$ 200 milhões com soluções ponta a ponta para o setor financeiro.
“A gente trabalha um mix entre aquisições e crescimento orgânico”, conta.
Em 2025, a Stefanini concluiu a aquisição da Escala 24x7 e ampliou os serviços de cloud.
Para 2026, a meta é incorporar pelo menos três novas empresas, mas os objetivos das aquisições estão sendo revistos em razão da IA.
“A gente está numa fase de reavaliar o que adquirir, porque o impacto da IA está mudando muito a indústria.”
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