Para Jordânia, local islâmico sagrado em Jerusalém está a ponto de ser tomado por Israel, diz jornal - QTU Questões do Universo

Para Jordânia, local islâmico sagrado em Jerusalém está a ponto de ser tomado por Israel, diz jornal

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A Jordânia está convocando uma reunião de emergência de ministros de Relações Exteriores do mundo árabe e islâmico para discutir o que o país percebe como uma ameaça “iminente” de Israel tomar o que é considerado o local de Jerusalém mais sagrado para os muçulmanos, o que teria potencial para desencadear um “conflito religioso”, reporta o jornal britânico The Guardian.

A reunião convocada para esta quarta-feira sucede uma escalada de incursões de extremistas religiosos judeus ao Domo da Rocha e em torno da Mesquita de Al-Aqsa.
Tais incursões, que teriam apoio do governo, violam o tratado — cuja supervisão é atribuída à monarquia da Jordânia — pelo qual apenas muçulmanos podem rezar no local.

Em 23 de julho, mais de 2.000 israelenses simpatizantes da direita religiosa — na maioria, colonos de assentamentos, liderados pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir — invadiram a área, designada na tradição judaica como o Monte do Templo.
Eles rezaram e celebraram rituais no que a Jordânia criticou como a pior violação do local na história moderna.

A Jordânia também chama atenção para o recente recrutamento de judeus religiosos para uma unidade de polícia especial Monte do Templo.
E está se preparando para outros desafios diretos à tradicional custódia da área pelos jordanianos, em especial nos feriados religiosos de setembro.
Neste ano, coincidirão com intensa campanha para a eleição de outubro, em que a coalizão de extrema direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu luta pela sobrevivência.

“É uma ameaça constante e perigosa que estamos tentando conter com todo instrumento disponível”, disse ao jornal The Guardian o ministro de Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi.
“Alertamos que colocar em risco o estatuto pode desencadear um conflito religioso que reverberaria para além da Palestina e da Jordânia, envolvendo todo o mundo muçulmano.”

Devem participar da reunião desta quarta-feira ministros de Relações Exteriores dos países que integram a Liga Árabe, bem como da Turquia, Indonésia, Malásia e Paquistão.
“Estamos tentando explicar o perigo, e protestando legalmente para criar consciência sobre o risco iminente de continuidade dessas medidas israelenses.”