Parentes das três turistas colombianas mortas na queda de um helicóptero na Vista Chinesa durante um voo panorâmico ficaram indignados ao saber dos resultados de uma fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) às prestadoras do serviço que operam a cidade.
A agência suspendeu as licenças de quatro delas por uma série de irregularidades.
No caso de duas delas, foram adulterados relatórios que detalham o tempo das aeronaves em voo, para reduzir os custos de manutenção estabelecidos pela agência reguladora.
As turistas que morreram foram: Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17.
No acidente, também morreu o piloto Alessandro Rocha.
Ele acumulava 20 anos de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros e já foi enterrado Ontem à tarde, a família das colombianas ainda aguardava uma autorização do Instituto Médico Legal (IML) para cremar os corpos no Rio.
As cinzas serão levadas pela família para a Colômbia.
— O sentimento é de revolta com tudo o que aconteceu.
Ainda mais depois que souberam que a Anac identificou irregularidades na operação de um serviço que contrataram por achar que era seguro — disse Leonardo Amarante, advogado da família.
Entre as empresas que tiveram a autorização suspensa está a Voos Rio Panorâmico, proprietária do helicóptero contratado pelas colombianas.
A família visitava o Rio para comemorar o aniversário de 17 anos de uma adolescente, que também faria um sobrevoo no Rio com outros dois familiares.
As demais empresas suspensas foram: Broad Fly, Nobre Turismo e Mr.
Top Fly -- Escola de Aviação Civil.
