Paulo Vilhena prestou o vestibular para Medicina antes de trancar o curso de Publicidade e Marketing para estrear como ator na série Sandy & Junior (1999 - 2002).
Coincidentemente, após um hiato de oito anos, o artista de Santos, litoral de São Paulo, retorna à dramaturgia da TV Globo na pele do médico cardiologista Ricardo, na próxima trama das sete, Por Você, que estreia no dia 17 de agosto.
"O Ricardo é um personagem muito interessante que combina o meu desejo de voltar para a TV e a oportunidade de interpretar um médico, uma profissão que eu admiro muito.
Inclusive, na minha adolescência, eu prestei vestibular para a Medicina.
Acho que o Ricardo tem essa função energética de juntar tudo isso e foi um momento muito especial da minha trajetória", conta.
Aos 47 anos, Paulinho diz viver o seu melhor momento profissional e pessoal.
Um dos fatores para isso foi a realização de um grande sonho, que se deu com o nascimento da sua única filha, Manoela, de quase três anos, fruto do seu relacionamento de seis anos com Maria Luiza Silveira, de 30 anos.
"A maturidade transforma o ator em um artista mais completo.
O Paulinho de 20 anos atrás com certeza não tem, não tinha as experiências que o Paulinho de hoje tem, e essas experiências são muito valiosas para o repertório emocional e também de compromisso com o ofício", explica Vilhena.
Paulo Vilhena
Manoella Mello
Você ficou oito anos longe das novelas.
O que fez esse retorno acontecer agora?
Não encaro como um retorno, mas como uma continuidade de uma história que faz parte da minha vida profissional.
É onde eu comecei e eu estava com muita saudade de voltar a fazer teledramaturgia.
Então, é um reencontro num momento muito especial.
Estou cheio de vontade, amor, dedicação e carinho.
Em oito anos, muitas coisas mudaram no modo de fazer dramaturgia e de consumir novelas.
Notou alguma diferença também no modo de trabalhar em uma novela de oito anos para cá?
Oito anos é bastante tempo! As coisas mudam muito e muito rápido, principalmente nessa era da internet.
E acho que talvez, para mim, a maior mudança, acho que é rever, relembrar esse modelo de produção, que é um modelo já muito bem estabelecido pela TV Globo, com excelência de quase um capítulo por dia.
É uma velocidade de criação, de produção e execução que demanda muita atenção, muita entrega e responsabilidade.
E é muito legal relembrar e reviver isso dentro de mim como um funcionário da arte da teledramaturgia.
É muito instigante.
"Minhas escolhas profissionais hoje são totalmente alinhadas com a minha família, minha responsabilidade e o meu cuidado com ela"
Paulo Vilhena
Manoella Mello
Muita coisa mudou na sua vida também: você se casou novamente, se tornou pai, amadureceu...
Como essas experiências no campo pessoal impactam nas suas escolhas hoje profissionais?
Minhas escolhas profissionais hoje são totalmente alinhadas com a minha família, minha responsabilidade e o meu cuidado com ela.
Tudo que eu faço profissionalmente hoje é muito bem pensado para que a experiência seja positiva para todos nós.
A escolha é compartilhada com a minha mulher e com as nossas famílias.
Obviamente eu decido, mas com toda uma conversa com a minha família antes.
Sente-se um ator mais completo também com toda essa bagagem?
Com certeza! Acho que a maturidade transforma o ator em um artista mais completo.
O Paulinho de 20 anos atrás com certeza não tem, não tinha as experiências que o Paulinho de hoje tem, e essas experiências são muito valiosas para o repertório emocional e também de compromisso com o ofício.
"A maturidade transforma o ator em um artista mais completo"
O que mais te atraiu em fazer o Ricardo?
A oportunidade de reviver esse lugar da teledramaturgia, da minha história com a TV, com profissionais que eu admiro, que eu conheço há tanto tempo...
Também acho que o Ricardo é um personagem muito interessante.
Então combina o meu desejo de voltar para a TV e a oportunidade de interpretar um médico, uma profissão que eu admiro muito.
Inclusive, na minha adolescência, eu prestei vestibular para a Medicina.
Acho que o Ricardo tem essa função energética de juntar tudo isso e foi um momento muito especial da minha trajetória.
Como foi a sua preparação para interpretar esse médico? Teve que fazer um laboratório para entender mais sobre esse universo?
No período de preparação para a novela, eu estava filmando um longa-metragem em São Paulo e não tive tempo de estar junto com a equipe na preparação, mas fiz meu trabalho em paralelo e, por sorte, eu tenho alguns amigos na área da medicina e da área da radiologia.
Então eu absorvi em conversas de consultórios, restaurantes, um pouco mais sobre o universo, mas a medicina é uma arte que eu admiro há muito tempo.
Uma conexão, vamos dizer, com a profissão.
Paulo Vilhena
Manoella Mello
O Ricardo é um corredor amador.
Interpretar um médico que tem essa relação com o esporte te influenciou de alguma forma a olhar mais para a sua saúde?
Sempre gostei de esportes, mas a corrida nunca foi um esporte que eu pratiquei por hobby ou por gostar.
Minha parada sempre foi o mar e a água.
Mas a questão da saúde é algo que eu sempre prezei e preservei.
Nesse momento, é muito legal também essa conexão com o cuidado em geral com a saúde, porque é algo que eu tenho feito por mim, pela minha família e pela minha filha para eu poder estar bem, disposto a brincar e correr com ela.
Então uma coisa foi chamando a outra, e hoje eu tenho cuidado ainda mais da minha saúde.
O esporte tem uma importância grande na vida do Ricardo.
Vemos sempre você surfando.
Você também tem essa relação parecida com o esporte?
Acho que o esporte é uma atividade extremamente importante por vários aspectos, mas principalmente por ser algo de que o nosso corpo precisa.
A gente tem essa capacidade de se movimentar, de se desafiar, de pegar um peso hoje e um outro peso amanhã, de pegar uma onda hoje e uma outra maior, ou menor, amanhã.
"Os 47 anos têm sido uma excelente fase porque muitas conquistas vieram com esse tempo de vida.
Então, eu olho com muito carinho e muita gratidão"
Quando começou a praticar o surfe e como ele te ajudou a enfrentar o estresse do trabalho e fama ao longo da sua trajetória?
O surfe é o esporte da minha vida.
Nasci em Santos e era um esporte que estava ali à disposição.
Bastava pegar uma prancha emprestada ou um pedaço de uma prancha quebrada para brincar numa onda ali na beira do mar, no canal um, em Santos.
O surfe me ensinou muito sobre resiliência, humildade e respeito à natureza e à sua força.
Talvez seja a maior escola da minha vida, porque não adianta você brigar com a natureza; ela vai sempre te trazer um aprendizado.
O maior dos aprendizados é a humildade e a resiliência que a gente tem que ter em relação à força da natureza.
Isso se estende à minha vida e à maneira como eu passei a enfrentar situações que eu achava difíceis.
Era como entrar em um mar grande, com correnteza, chuva e vento.
Elas se tornavam mais leves aos poucos, daí nos sentimos mais fortes e capazes de enfrentar a vida.
Muitas mulheres falam sobre menopausa e etarismo, os impactos na saúde e carreira.
Aos 47 anos, você sente reflexos da andropausa ou do etarismo no dia a dia?
Engraçado! Os 47 anos obviamente têm uma diferença dos 27 e dos 37, mas que eu ainda não descobri exatamente qual é e onde ela está.
Faço meus exames, me cuido da melhor maneira, mas os 47 têm sido uma excelente fase porque muitas conquistas vieram com esse tempo de vida.
Então, eu olho com muito carinho e muita gratidão para os 47 anos.
São quase 30 anos de carreira.
O que fez você se interessar pela carreira de ator e correr atrás de uma oportunidade?
Acho que a minha trajetória na profissão foi acontecendo muito de acordo com a necessidade e a oportunidade.
Por uma incrível mágica da vida, realmente é a profissão que me encanta e que eu amo de paixão ser funcionário dela.
Eu amo atuar.
Eu me descobri ator depois de ter começado a minha trajetória profissional.
Eu ouvia os professores dizendo na minha escola, quando eu era um jovem aluno: "Se você trabalhar com o que você ama, você nunca vai precisar trabalhar".
Mas eu não sabia que era isso que eu amava; fui descobrindo.
Com 16 ou 17 anos, a gente não tem a capacidade, na minha concepção, de saber o que quer como profissão.
Eu tive essa oportunidade de me descobrir nesta profissão, que chegou até mim, por sorte ou por destino.
Você começou sua carreira já com um grande sucesso e também conquistando milhares de corações como galã.
Como foi tão jovem lidar com toda essa fama, exposição da vida amorosa e assédio?
Foi tudo muito intenso, né? Novo, mas acho que importantíssimo também.
E tudo isso em um tempo em que tudo era diferente do que é hoje.
Eu vejo como uma escola da vida mesmo.
Então, hoje olho para trás e tenho essas lembranças de uma forma consciente de que foi um aprendizado, de que todo mundo também estava trabalhando, aprendendo e lidando com as suas questões pessoais.
Às vezes, quando eu vejo essa pergunta, parece que só existe o lado do Paulinho, né? Mas eu fico pensando também que a mídia era outra.
Era uma época dos paparazzi...
Tudo isso fez parte de uma época em que todo mundo também estava aprendendo e correndo atrás de ser o melhor possível.
Paulo Vilhena
Manoella Mello
Você chegou a cogitar abandonar tudo para voltar a ter mais controle sobre a exposição do seu lado pessoal?
Teve uma vez que cogitei abandonar tudo, quando eu conheci a Indonésia.
Eu falei: "Vou ficar aqui surfando e trabalhando em um hotel, fazendo massagem ou vendendo coco, mas vou ficar aqui porque esse lugar é demais".
Tinha gente do mundo inteiro.
Há 25 anos, era uma galera do surfe mesmo, que buscava a onda encantada de Uluwatu, que foi descoberta por Gerry Lopez.
Então, tinha uma coisa da cultura do surfe muito forte ali, o que aqui no Brasil, Fernando de Noronha se tornou para mim.
Então, naquela viagem eu cogitei, mas não abandonei, voltei.
"A fama não é e nunca foi uma motivação para eu sair de casa e fazer o corre da minha vida"
Como a fama impactou negativamente no seu trabalho?
A fama! O que é? Onde vive? Do que se alimenta? Eu acho que se alimenta do ego e da vaidade.
O que é a fama? Um destaque? O que as pessoas dizem ser o que você representa naquele momento? Quando você não está em alta, você está derrotado.
A fama para mim é como se fosse um cigarro ou um copo de bebida, algo tóxico.
A fama não é a minha motivação e nunca foi uma motivação para o meu trabalho, para eu sair de casa e fazer o corre da minha vida.
Sempre foi algo muito importante na minha vida viver de uma forma simples e conectada com o mundo, os valores e um lifestyle.
Acredito nesta simplicidade.
Por isso que gosto de Bali e Noronha, essas ilhas remotas com uma paz e a cultura do homem do mar...
Você está ali de bermuda, e isso basta para você ir pescar e prover seu alimento.
Mas ela impacta nas vidas das pessoas?
Obviamente impacta na vida de quem está no holofote naquele determinado momento.
Mas tem que se ter resiliência, humildade e, sobretudo, cuidado com ela, porque ela é como o lobo mau na floresta escura.
Ele está sempre atrás de um chapeuzinho vermelho para enganar.
Você já citou algumas vezes a importância de uma dica do Paulo Autran (1922 - 2007) na sua vida, que te aconselhou a estudar teatro, já que a beleza um dia acabava.
Como você recebeu aquilo em um primeiro momento?
Eu recebi com muita gratidão e entusiasmo.
Sempre respeitei muito a pessoa mais experiente, mais sábia e mais anciã.
O Paulo Autran, dentro da minha profissão, é como um oráculo.
Ele não era apenas um colega de trabalho, mas um ídolo.
Ele me deu a honra de receber um conselho.
Aprendi desde pequeno a respeitar as pessoas mais velhas.
Esses conselhos podem se tornar legados.
Por que ele te deu aquele conselho?
Porque eu acho que ele talvez tenha visto em mim uma possibilidade de escuta.
Lembro que tinha acabado de voltar dessa viagem de Bali.
Estava ali trocando ideia tranquilamente.
E ele, sempre eloquente com os pensamentos e as posições dele de um mestre da arte dramática, perguntou: "Posso te dar um conselho?".
Eu respondi: "Com toda certeza, por favor".
E ele falou sobre o teatro e a dedicação do ator em uma outra linguagem que ia além da televisão.
Porque um rostinho bonito acaba, mas a verve de um grande ator jamais.
E o teatro vai ajudar você a forjar essa verve e forjar esse estofo.
Era o que eu estava fazendo naquele momento, ensaiando uma peça que era a primeira direção da Laís Bodanzky no teatro, produção da Cris Vieira e Maria Luísa Mendonça.
Sempre cito essa entrevista porque foi algo muito importante e honroso na minha vida receber esse conselho do Paulo Autran, que depois nos assistiu no teatro.
Foi um momento muito especial para o meu aprendizado.
"Um rostinho bonito acaba, mas a verve de um grande ator jamais"
Quando você olha para sua trajetória, quais trabalhos considera divisores de águas?
Difícil falar de divisor de águas, porque o início, por exemplo, é o mais importante.
Depois as coisas vão acontecendo à medida que você vai se dedicando.
Então o programa Sandy e Junior é o início e não divide, quer dizer, divide o garoto que estava ali em São Paulo modelando com a oportunidade nova de conhecer a teledramaturgia.
Então é um divisor de águas.
Coração de Estudante foi a primeira novela e é outro divisor de águas.
Celebridade foi a primeira novela das nove, o que é um divisor.
Império, em que fiz o esquizofrênico Salvador, também é um divisor de águas.
A Teia, que era uma série, com linguagem diferente de novela...
Agora vai ser também, já que é uma retomada após oito anos, uma continuação.
No teatro é outro rolê, que me deu muita experiência e força na profissão.
Produzi e dirigi muitas vezes.
O cinema também.
Então, fico meio reticente de falar em "divisor de águas" porque parece que corta uma parte da história, e toda história é uma história completa.
Paulo Vilhena
Manoella Mello
Sentiu dificuldade em ter oportunidades que não te rotulassem como apenas o rostinho bonito? Ter que dar muitos “nãos” para direcionar a sua carreira para onde você queria que ela fosse?
Eu nunca fui contra nada.
Um dos poucos conselhos que meu pai me deu, porque ele sempre foi um cara que me observou muito e me ajudou a pensar, mas nunca me deu conselhos definitivos, foi o de não ser contra nada.
Se você não é a favor, você não precisa se colocar contra nada, e eu nunca fui contra a minha situação profissional e pessoal.
Era o que a vida estava me apresentando.
Então, nesse caso, não foi saber dizer "não", mas aproveitar as oportunidades e as chances que chegavam até mim e que eu batalhava e criava.
E, quando chegasse o momento certo, era só dizer "sim".
"Teatro é um alimento muito nutritivo para o ator.
É algo vital para mim"
Você voltou aos palcos com Qualquer Gato Vira-lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!.
O teatro alimenta o ator de uma forma diferente da TV?
Total.
É um alimento muito nutritivo para o ator.
Eu acho que o teatro é uma fonte de aprendizado, de relação com o público, de criatividade, de comprometimento em contar a mesma história várias vezes.
Então, eu acho que o teatro forja o ator de várias maneiras.
Ele está na coxia ali, pensando na produção, ajudando a criar aquele espetáculo...
Enfim, o processo todo de uma produção teatral é muito energizante, revigorante e vital para o ator.
Tenho o exemplo de um grande irmão, que é o Eri Johnson, que é um ator completo.
O que eu aprendo e vejo na trajetória dele em relação ao teatro é que se trata de um compromisso muito grandioso, forte e divino.
Assim como aprendo com Paulo Autran e vários atores que eu admiro e têm no seu DNA o teatro.
Tenho também no teatro uma raiz muito forte, e isso me fortalece para a vida, para além da profissão.
Teatro é algo vital para mim.
Essa comédia aborda relacionamentos amorosos.
O que você considera essencial para que um relacionamento dure?
No meu caso, uma mulher parceira.
Carinho, respeito, afeto, olho no olho, admiração, sonhos compartilhados e muita fé.
Caminhar lado a lado, entendendo que os desafios fazem parte da jornada.
Você costuma dizer que vive uma fase mais serena da vida.
O quanto o casamento contribuiu para isso?
O casamento é a fórmula divina do entendimento humano entre pessoas que não querem mais viver sozinhas e se escolhem para, juntas, acolher suas dores e se tornarem imbatíveis na arte de sonhar.
Minha mulher ampliou meu olhar sobre a vida e me ensinou muito sobre parceria, presença e construção.
"O casamento é a fórmula divina do entendimento humano entre pessoas que não querem mais viver sozinhas e se escolhem para, juntas, acolher suas dores e se tornarem imbatíveis na arte de sonhar"
Você também tem esse projeto do videocast sobre paternidade.
Como surgiu essa ideia?
A paternidade hoje é meu lugar de fala e um tema que acredito ser de extrema importância.
O projeto ainda está em gestação, mas nasceu justamente desse desejo de ampliar a conversa sobre o que significa ser pai nos dias de hoje.
A paternidade mudou de qual maneira a sua forma de enxergar a vida?
Eu não diria que a paternidade mudou a minha forma de enxergar a vida, mas sim que direcionou o meu amor.
Minha filha reorganizou minhas prioridades.
Mudou também a maneira como você se via? Descobriu qualidades em você que desconhecia antes de assumir esse papel de pai?
Sempre sonhei em ser pai.
Aos 44 anos, a Luiza me chamou para o propósito mais importante das nossas vidas.
Foi aí que encontrei o lugar para derramar a minha melhor versão.
Descobri uma capacidade ainda maior de entrega, paciência e cuidado.
Existe algo que o Paulo de 20 anos ficaria surpreso ao descobrir sobre o Paulo de hoje?
Com certeza.
Que o Paulo de hoje surfa menos (risos).
"Não diria que a paternidade mudou a minha forma de enxergar a vida, mas sim que direcionou o meu amor.
Minha filha reorganizou minhas prioridades"
Que tipo de pai você é e quer ser para a sua filha?
Sou a areia por onde ela anda e brinca; e quero ser o melhor tronco da jangada dela.
Meu papel é apoiar, proteger e incentivar os sonhos dela.
Vocês têm o desejo de ter mais filhos?
A Luiza é quem deseja; daí a gente conversa.
A verdade é que estamos muito felizes vivendo essa fase da vida com a Manoela e aproveitando cada descoberta.
Sobre os projetos profissionais, quais são os seus sonhos hoje, após quase 30 anos de carreira?
Um sonho que eu tenho é ser vilão de uma novela das nove.
E gravando de segunda a quinta! (risos).
Depois de quase 30 anos de carreira, continuo apaixonado por contar histórias e por me desafiar.
Acho que ainda existem personagens muito diferentes esperando por mim.
