A metodologia do prêmio “Valor Inovação Brasil” reúne critérios capazes de medir os esforços constantes das empresas em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A décima segunda edição do estudo acompanhou o desempenho e a disciplina de 270 companhias, para identificar as 150 mais inovadoras do país.
Cerca de 540 cases foram analisados, entre eles, cases já em execução e outros ainda em prova de conceito.
Pelo segundo ano, a pesquisa contou com a avaliação conjunta dos cases pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC, responsável pelo desenvolvimento da metodologia e aplicação da pesquisa, e por um júri independente de quatro especialistas no tema.
Em 2026, esse grupo foi formado por Amanda Graciano, sócia e CEO da consultoria Trama; Dora Kaufman, professora da PUC-SP; Hugo Tadeu, diretor de inovação e inteligência artificial da Fundação Dom Cabral (FDC); e Luiz Serafim, sócio-diretor da Inspira Move e professor da FGV.
O estudo não é influenciado pela força das marcas ou dominado por empresas da área de tecnologia da informação.
Isso acontece porque a metodologia foi construída com base em questões sobre processos de inovação e englobam desde aportes em ciência até iniciativas de transformação digital, avaliadas de forma sistêmica e dentro de cada setor.
O objetivo é medir a capacidade de inovação, avaliando competências como criatividade, capacidade para gerar conhecimento e a aplicação estratégica das novas tecnologias.
O questionário de avaliação permite que empresas dos mais diferentes setores participem, detalhando suas iniciativas e trazendo diversidade para a amostra.
Os projetos apresentados geraram ativos de propriedade intelectual, como patentes, demonstrando a orientação para gerar valor a partir do conhecimento.
A análise considera aspectos da inovação em quatro dimensões: planejamento, execução, resultados e reconhecimento (que envolve patentes e citações).
A amostra foi dividida em 26 setores, sendo eles: agronegócio; alimentos, bebidas e ingredientes; automotivo e veículos de grande porte; bancos; bens de capital; comércio; cosméticos, higiene e limpeza; construção e engenharia; educação; eletroeletrônica; energia elétrica; infraestrutura; infraestrutura de logística; farmacêuticas e ciências da vida; materiais de construção; mineração, metalurgia e siderurgia; papel e celulose; petróleo, gás e petroquímica; química; seguros e planos de saúde; serviços; serviços de logística; serviços financeiros; serviços médicos; tecnologia da informação; e telecomunicações.
Para participar da pesquisa, as empresas precisam demonstrar o desenvolvimento no país das inovações e ter, no mínimo, 5% de capital privado.
A receita líquida mínima de R$ 500 milhões ao ano é o principal fator de corte.
O anuário com os detalhes da pesquisa e entrevistas com as empresas do topo do ranking vai circular no dia 18 de agosto, encartado com o Valor, para assinantes.
Também será possível acessar os conteúdos completos no site.
Pesquisa analisa 540 cases em execução e em prova de conceito
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