Pesquisadores descobrem fóssil de 2,5 metros em Portugal, o mais completo da história do país - QTU Questões do Universo

Pesquisadores descobrem fóssil de 2,5 metros em Portugal, o mais completo da história do país

Fonte: Bandeira da fonte

Um grupo de paleontologistas encontrou o que pode ser o fóssil mais completo de um dinossauro em Portugal.
Indo do crânio à cauda, o vestígio de mais ou menos 148 milhões de anos pertence ao raro grupo de anquilossauros e pode estar preservado entre 80% e 85%.
Ele mede ao menos 2,5 metros.
As escavações foram encabeçadas por pesquisadores do Centro de Investigação em Paleobiologia e Paleoecologia (Ci2Paleo), da Sociedade de História Natural, informou o jornal português Público.
Os trabalhos começaram em meados do ano passado, quando Luís Domingos, um dos membros da equipe, identificou parte de um fémur que sobressaía durante trabalhos de pesquisa e inventário.
A espécie foi identificada após uma intervenção recente revelar cerca de 45 osteodermos.
De acordo com o diretor do Ci2Paleo, Bruno Camilo, a descoberta é excepcional por vários motivos.

— São dinossauros relativamente raros, mesmo a nível mundial.
Acreditamos que tinham populações muito pequenas, não viviam em grandes grupos — explica, destacando ainda que o estado de conservação em que foi encontrado é incomum: — Normalmente, encontramos os dinossauros tombados, de lado”, afirma, referindo que este exemplar foi encontrado de barriga para baixo.
Raridade
Os anquilossauros se distinguem pela composição óssea no dorso e pelos espinhos laterais, sendo considerado raro mesmo em escala mundial.
Os paleontólogos acreditam que o animal pode ter permanecido no local onde morreu, em vez de ter sido transportado pela água, como geralmente acontece com outros fósseis.
Essa espécie surgiu no Jurássico Médio.
Outros fósseis chegaram a ser encontrados na Inglaterra, mas mais primitivos e menos completos.
Os exemplares desse período, porém, foram encontrados apenas em Portugal, o que reforça o impacto da descoberta.
Os trabalhos contam com 22 investigadores da SHN, além de estudantes de Portugal, Croácia, Itália, Estônia, Rússia, Bélgica, Alemanha, e Holanda.
As pesquisas devem ir até o fim de setembro.