Piano: saiba o que esperar do novo restaurante italiano do Grupo Clan, no Leblon - QTU Questões do Universo

Piano: saiba o que esperar do novo restaurante italiano do Grupo Clan, no Leblon

Fonte: Bandeira da fonte

Piano é devagar em italiano, e é também o novo restaurante na Dias Ferreira.
Mais do que sugerir uma refeição sem pressa, desconfio que a ideia do nome tenha surgido por conta de uma escultura na parede do salão que traz um bonito teclado de piano, obra descoberta no antiquário da avó de Pepo Figueiredo, um dos sócios.
Ao fundo, uma luminária Sputnik dos anos 60 (e aí já é dedo da parceira Janine Sad) ilumina a única mesa grande da casa (e encobre um Topo Gigio e um Pinóquio de madeira).
Na cozinha fica Newton Rique, que completa o trio egresso do vizinho Clan BBQ.
Isso é para ilustrar que o Piano é tocado por um coletivo, uma sociedade afinada entre jovens, agora experientes, em que cada um dá a sua nota.
Juntos, andam acertando na mão e no tom.
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Sócios Newton Rique, Pepo Figueiredo e Janine Sad
Divulgação/Rodrigo Azevedo
Depois dessa situada com ares de GPS, passemos às mesas, poucas, aliás.
São 36 lugares divididos entre a sala estreita como um corredor e a varanda coberta, sob medida para a novidade dos alertas da Defesa Civil.
É o mesmo endereço do antigo Zuka, onde Felipe Bronze estreou.
Newton Rique assina todos os pratos em cartaz, clássicos italianos com toques seus.
O capelletti in brodo, por exemplo, traz camarão e gengibre, e o brodo clarinho é de frango (R$ 78).
Os vinhos, uma carta de 50 rótulos italianos, são garimpo de Janine, que vive nesse mundo há anos: seu pai foi da importadora Expand e juntos tiveram um bar à vin simpaticíssimo em Ipanema, o Cavist.
As massas são da casa (eles têm uma cozinha de suporte perto dali).
Gostei das que eu provei.
O agnolotti del plin é recheado com galetinho e cogumelos na brasa, chega com a redução do seu próprio caldo e pangrattato, uma farofa de pão com pele do galeto crocante (R$ 108).
O ravióli verde é interessante, recheado de ricota e coberto por um molho denso de ervilha, espinafre e hortelã, mais lasquinhas de amêndoas torradas (R$ 84).
E o gnocchi tem fonduta de queijos brasileiros e duxelle de cogumelos (R$ 125).
Preços puxados, mas adianto que um prato basta.
E faz jus.
Mas fomos de muitos.
Burrata do Piano, no Leblon
Divulgação/Rodrigo Azevedo
A melanzana alla parmegiana (R$ 49) vem empanada, com ricottina de búfala, pesto e molho de tomate san marzano docinho.
Passa no fogo, então a berinjela fica caramelada e chega fumegante — ficaria só nela.
Outro: polentinha frita com milho doce, uma emulsão de alici e nuvem de pecorino romano (R$ 38).
Dos frios, seguem duas dicas certeiras: a bruschettine de filé-mignon picado, com salsa de trufas (de qualidade, encaro), avelãs tostadas e parmesão (R$ 52), e o manzo tonnato, prato das antigas, que felizmente anda dando o ar da sua graça por aqui.
Ali, as lâminas de rosbife são seladas na brasa, e as alcaparras espocam (R$ 69).
Piano afiado e afinado: o desafio é manter a calma e ficar pianinho com a fila na porta.
Piano: quatro garfinhos (muito bom)
Rua Dias Ferreira 233, Leblon.
Ter a qui, das 19h à meia-noite.Sex e sáb, das 19h à 1h.
Dom, das 19h às 23h.