O deputado Douglas Ruas, candidato ao governo do Rio, já recebeu da direção nacional do PL praticamente o teto de gastos permitido para a campanha, de cerca de R$ 17,78 milhões.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido fez dois Pix para o candidato em 24 de agosto: um de R$ 8,788 milhões e outro de R$ 9 milhões.
Ruas ainda colocou R$ 50 mil do próprio bolso na campanha, levando a receita ao limite permitido.
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A campanha do candidato tem percorrido, na capital, principalmente os bairros das zonas Norte e Oeste.
Nos eventos, sempre lotados de cabos eleitorais, há ao menos dois trios elétricos: um para ele, a vice Fernanda Louback e políticos de destaque do partido, como Carlos Portinho, que disputa a reeleição ao senado, Carlos Jordy, que também tenta uma vaga em Brasília, e Anderson Moraes, que concorre a mais quatro anos como deputado estadual.
Esses, inclusive, são os nomes mais ativos na campanha de Ruas.
Esse modelo se repete nas outras cidades, como as da Baixada Fluminense, Costa Verde e Região dos Lagos.
Nelas, o candidato realiza caminhadas e carreatas, apoiado também por uma extensa equipe de audiovisual e redes sociais.
Nesta sexta-feira, Ruas estreou no horário eleitoral gratuito com um vídeo em que apresenta “uma história do Rio real”.
A peça é uma apresentação do hoje presidente da Assembleia Legislativa — ainda desconhecido por 59% do eleitorado fluminense, segundo a última pesquisa Genial/Quaest.
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Os valores já repassados a Ruas superam a de candidatos a governos de outros estados, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, da coligação "Coragem para seguir avançando", que tem apoio do PL.
Segundo o TSE, o cargo de governador por lá tem teto de R$ 26,683 milhões, e, até o momento, cerca de R$ 10,2 milhões foram repassados ao candidato — 76% pela direção nacional de seu partido.
Em Minas Gerais, cujo teto da campanha é igual ao estipulado para o Rio de Janeiro, Flávio Roscoe (PL) recebeu aproximadamente R$ 5,6 milhões, sendo 29% oriundos da direção nacional do PL.
Já nacionalmente, Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula à presidência, pode realizar a campanha dentro do teto de R$ 88,94 milhões.
Até o momento, o candidato recebeu R$ 42 milhões, 100% repassados pelo partido.
Conversa com motoboys
Nesta sexta-feira, Douglas Ruas esteve na Rua Nelson Sargento, próximo ao Maracanã, na Zona Norte, para conversar com motoboys.
Ele chegou ao endereço numa moto e foi festejado pelo cabos eleitorais e apoiadores presentes, como o deputado Rodrigo Amorim, que o recebeu com um abraço.
Após uma série de fotos, ele se aproximou de um carro de som e começou o discurso afirmando que não "persegue trabalhadores", alfinetada indireta a Eduardo Paes, seu opositor ao governo.
Aos motoboys, Ruas prometeu zerar o IPVA sobre motos de até 180 cilindradas, melhorar o acesso a créditos para a troca ou melhorias nos veículos e criar pontos de apoio na cidade para quem faz entrega, com banheiro e área de descanso.
Durante a fala, ele também fez oposições a Paes, apesar de não ter mencionado o nome explicitamente.
— Por que a gente sempre precisa ser governado por quem vive o Rio real? Por que o estado não pode ter um governador que é de São Gonçalo? A gente pode mudar quem está lá (no governo), vamos atrás disso.
O que fazemos quando uma pessoa pede a segunda, terceira e quarta chances e, mesmo tendo todas elas, não resolve o problema? O outro candidato tá pedindo a quinta chance.
É brincadeira, né?
