A Polícia Civil investiga as mortes das duas irmãs adolescentes que estudavam no Colégio Estadual Augusto Cezário Díaz André, em São Gonçalo, ocorridas com poucos dias de diferença.
Duas crianças menores, de 3 e 6 anos, irmãs das jovens, estão internadas, com previsão de alta nesta terça-feira (1°), segundo a prefeitura da cidade.
Autoridades da área de saúde vêm realizando testes para averiguar as causas das mortes, e o caso está sob responsabilidade da 72ª DP.
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Assim que as mortes ocorreram, a comunidade escolar suspeitou de uma possível doença contagiosa, e as secretarias de Saúde do município e do estado iniciaram uma série de ações de prevenção, como sanitização do colégio, vacinação das crianças e envio de amostras para análises laboratoriais.
Os primeiros resultados, porém, indicam que os óbitos têm diferentes causas.
A irmã mais velha, de 16 anos, foi a primeira das duas a falecer.
Ela procurou atendimento na Unidade Municipal de Pronto Atendimento (Umpa) do Pacheco em 26 de julho e, no mesmo dia, foi transferida para o Hospital Luiz Palmier, morrendo três dias depois, em 29 de julho, em decorrência de insuficiência renal aguda, segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.
A adolescente de 14 anos morreu em 22 de agosto, também após uma apresentar uma série de sintomas.
Neste caso, exames indicaram resultados negativos para dengue, meningite e rubéola e inconclusivo para sarampo.
As duas crianças internadas, de acordo com a prefeitura, estão internadas no Pronto-Socorro Infantil (PSI), no Zé Garoto, e tiveram resultado positivo para rinovírus, vírus associado a infecções respiratórias.
A de 6 anos também testou positivo para chikungunya.
Em ambas, as investigações para meningite, dengue, escarlatina e zika deram negativo.
Já os exames para sarampo não foram conclusivos.
Segundo nota do município, uma nova amostra das crianças será coletada no próximo sábado (5), conforme orientação do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (Seeduc), para esclarecer o resultado relacionado ao sarampo.
Procurada, a Seeduc não retornou o contato até a publicação desta reportagem.
O caso
Na última quarta-feira (26), quatro dias após a morte da segunda adolescente, a Secretaria de Estado de Educação suspendeu temporariamente as aulas no Colégio Estadual Augusto Cezário Díaz André, no Pacheco, e a Vigilância Ambiental de São Gonçalo realizou a sanitização da unidade.
Paralelamente, amostras foram colhidas pelos órgãos de saúde para averiguar a causa das mortes.
No dia seguinte, uma equipe da rede municipal de Saúde esteve na escola para verificar as cadernetas de vacinação dos alunos e atualizar a imunização, mediante autorização dos responsáveis.
A direção da escola também reforçou a limpeza e a higienização dos ambientes e ampliou a oferta de álcool em gel.
Os responsáveis foram orientados a não levar à unidade estudantes com febre, dor de garganta, mal-estar ou outros sintomas.
A recomendação incluiu ainda orientações sobre higienização das mãos, etiqueta respiratória e o não compartilhamento de copos, garrafas, talheres, alimentos e objetos pessoais.
Segundo a prefeitura, as vacinas das duas adolescentes que morreram e das duas crianças que ficaram doentes estavam em dia, inclusive as doses contra o sarampo.
As aulas foram retomadas no dia 27, e, nesta quinta (3), uma equipe do Programa Saúde na Escola (PSE) estará na unidade, das 13h às 16h, para realizar a vacinação de alunos que se enquadrem nos critérios do Programa Nacional de Imunização (PNI).
Não houve registros de outros casos de doenças graves na escola.
