Os primeiros 15 anos do século XXI foram marcados por livros, filmes, games e séries como “Jogos vorazes”, “The walking dead”, “A estrada”, “The last of us”, obras de ficção que fantasiavam sobre apocalipses futuros.
Pós-pandemia, com exemplos diários da crise climática nas manchetes e um mundo politicamente cada vez mais conturbado, esse tipo de narrativa ganha uma familiaridade incômoda.
É o caso de “Ponto sem retorno”, dirigido por Ridley Scott, que, apesar de ser baseado no romance “Na companhia das estrelas”, de Peter Heller, lançado em 2012, ganha outra dimensão no presente.
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Hig (Jacob Elordi) vive em um mundo devastado por uma pandemia de gripe ao lado de seu cachorro Jasper.
Por conveniência, divide um antigo hangar com Bangley (Josh Brolin), ex-militar que se preparou para o apocalipse e, na verdade, parece gostar dele, atirando indiscriminadamente em tudo o que se move.
Hig, não.
Ele sente falta de antigamente.
Procura com seu velho avião sinais daquela existência passada e acredita que ainda existem seres humanos bons, como a comunidade menonita ali perto ou Pops (Guy Pearce) e sua filha Cima (Margaret Qualley).
Essa diferença entre as visões de mundo, a presença de Jasper e a sensibilidade silenciosa de Hig são as melhores coisas de “Ponto sem retorno”.
Mas, como é comum nesse tipo de história, os protagonistas precisam enfrentar obstáculos humanos cada vez mais absurdos, que Scott achou de bom tom caracterizar como indígenas em dado momento.
É um olhar problemático, além de uma narrativa cansada, depois de anos de produções apocalípticas.
Cotação: Bonequinho dorme
'Ponto sem retorno': Ridley Scott apresenta 'olhar problemático e narrativa cansada' em aventura apocalíptica
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