Portugal é coisa de cinema: conheça lugares do país que aparecem em filmes brasileiros como

Portugal é coisa de cinema: conheça lugares do país que aparecem em filmes brasileiros como 'Minha melhor amiga'

Fonte: Bandeira da fonte

Quem for ao cinema para assistir ao longa “Minha melhor amiga”, que estreia nesta quinta-feira (3/9), verá em tela um “rosto” bastante familiar — além dos de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, as protagonistas, claro.
Um velho conhecido que, nas últimas décadas, já apareceu solar em comédias românticas, solene em filmes históricos e melancólico em dramas densos.
Este veterano do cinema brasileiro é...
Portugal.

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O país volta às telas mostrando que tem tanta versatilidade como locação cinematográfica quanto para destino turístico.
A seguir, listamos alguns filmes brasileiros que têm o território lusitano como cenário.
‘Minha melhor amiga’
A Praça do Comércio, também chamada de Terreiro do Paço, conjunto de destaque na Baixa Pombalina, na região central de Lisboa, Portugal
Divulgação/Turismo de Lisboa
Mônica e Ingrid interpretam Júlia e Clara, duas grandes amigas que se metem em altas confusões numa viagem à Europa.
Parte da história se passa em Portugal, principalmente em Lisboa.
Pelas imagens divulgadas antes da estreia, é possível ver que ao menos uma importante sequência foi gravada na Praça do Comércio (ou Terreiro do Paço), um amplo largo às margens do Rio Tejo.
Seu conjunto de prédios com fachadas amarelas e arcadas quase infinitas é um dos marcos arquitetônicos da Baixa Pombalina, o bairro central reconstruído após o terremoto de 1755.
Se Clara e Júlia quisessem saber mais sobre essa e outras histórias, poderiam visitar o Lisboa Story Center, museu interativo instalado num dos prédios do paço, com exposição interativa sobre os principais eventos ocorridos na cidade.
E se o interesse fosse o peixe mais amado pelos portugueses, poderiam visitar o Centro Interpretativo do Bacalhau ou provar um dos pratos típicos no Martinho da Arcada, restaurante aberto em 1782, ambos no paço.
E, para a digestão com uma das melhores vistas da cidade, nada melhor do que subir até o topo do Arco da Rua Augusta.
Mônica Martelli e Ingrid Guimarães numa cena de 'Minha melhor amiga' gravada em frente ao Hotel Alegria, na Praça da Alegria, em Lisboa, Portugal
Divulgação/Desirée do Valle
Também aparece na comédia a charmosa Praça da Alegria, um recanto escondido na subida entre a Avenida da Liberdade e o Bairro Alto.
Com quiosque (pertencente ao Hotel Alegria, bem em frente), mesinhas ao ar livre e um pequeno playground, ela convida a uma pausa para um café ou uma cerveja gelada, a depender do clima.
A praça está a poucos metros da Avenida da Liberdade, uma das principais vias da cidade e endereço de lojas de grifes, hotéis cinco estrelas e restaurantes sofisticados.
Mas caminhar por essa alameda meio afrancesada, repleta de plátanos centenários, é um dos bons programas gratuitos de Lisboa.
‘Alguém como eu’
Visitantes observam a região central de Lisboa a partir do Miradouro de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto
Divulgação/José Manuel
Nesta comédia romântica de 2017, a brasileira Helena (Paolla Oliveira) atravessa o Atlântico e se apaixona pelo português Alex (Ricardo Pereira), numa história cheia de idas e vindas passada em Lisboa .
Há cenas, por exemplo, no topo do Elevador de Santa Justa, na Baixa, e nos mirantes (ou miradouros, como se diz por lá) de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, e das Portas do Sol, na Alfama, três dos pontos que oferecem as melhores paisagens da cidade.
Outra região que aparece com certa frequência é o Parque das Nações, uma antiga área industrial revitalizada para a Exposição Mundial de 1998.
Atrações imperdíveis, como o Oceanário e a linha de teleférico que percorrem toda a região, aparecem como figurantes de luxo.
Do outro lado do Tejo, o Santuário de Cristo Rei, em Almada, com seu monumento de 110m de altura, também ganhou uma cena só para ele.
O filme mostra ainda uma escapada de fim de semana do casal a Óbidos, a 80km de Lisboa.
Cercado por muralhas medievais, o vilarejo, com ruas estreitas cheias de lojas, bares, restaurantes e livrarias, cresceu aos pés de um castelo de quase mil anos e, por séculos, foi o dote de rainhas portuguesas.
Um destino romântico por natureza.
‘Terra estrangeira’
O Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, nos arredores de Sesimbra, em Portugal: conjunto arquitetônico foi construído ao longo do século XVIII
Reprodução/Wikimedia Commons
Já neste drama em preto e branco de 1995, dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas, e protagonizado por Fernanda Torres e Fernando Alves Pinto, Lisboa surge cinza e melancólica.
Muito da trama se passa nos prédios antigos dos arredores do Cais do Sodré, do bairro da Graça e do Bairro Alto — neste, destaca-se a Adega Machado, casa de fado de 1937 que aparece no filme e está aberta até hoje.
No entanto, a locação portuguesa que mais chama a atenção fica nos arredores de Lisboa.
É o Cabo Espichel, nos arredores de Sesimbra, a 50km da capital.
Avançando sobre o Atlântico, essa península combina a bela paisagem natural com o interessante conjunto arquitetônico do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, com igreja, casas de peregrinos, ermida e aqueduto construídos ao longo do século XVIII.
Um local ótimo para quem quer paisagens impactantes sem grandes multidões.
‘Meu passado me condena 2’
O vilarejo de Sortelha, com seu castelo medieval ao centro, fica na região da Serra da Estrela, perto da fronteira de Portugal com Espanha
Divulgação/Emanuele Siracusa/Turismo do Centro de Portugal
Lançada em 2015, a continuação da comédia estrelada por Fábio Porchat e Miá Mello escolheu o interior português como cenário.
Mais precisamente a vila de Sortelha, nos arredores da Serra da Estrela, na Região do Centro de Portugal.
Mais perto da fronteira com a Espanha do que de Lisboa, o povoado com pouco mais de 300 habitantes é uma das 12 Aldeias Históricas do país, classificação usada para designar povoados antigos que preservam suas características originais.
E, em Sortelha, isso aparece na forma de casas de pedra centenárias, que cresceram ao redor de um castelo de 1228.
Suas ruas nada ordenadas merecem ser exploradas com calma, parando vez ou outra numa loja de suvenir onde se vende artesanato feito com o bracejo, um tipo de palha da região.
Outro programa bem interessante é explorar as montanhas próximas, onde há formações rochosas com nomes curiosos, como Beijo Eterno e Cabeça de Velha.