O Congresso do estado mexicano de Veracruz retirou, nesta quarta-feira, a imunidade parlamentar do prefeito de Ixhuatlán del Sureste, Raúl González, investigado como possível mandante do assassinato da jornalista Roxana Guzmán.
A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado e permite que o político seja investigado criminalmente.
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Roxana Guzmán foi sequestrada em junho dentro de casa.
O crime foi registrado por uma câmera de segurança, e as imagens repercutiram no país.
Semanas depois, seus restos mortais foram encontrados em uma residência, segundo informaram as autoridades no início de julho.
A jornalista Roxana Guzmán Ramírez, sequestrada e morta no México
Reprodução / Redes sociais
Na semana passada, a imprensa local noticiou que a Promotoria passou a investigar Raúl González como possível mandante do assassinato.
Em comunicado, o Congresso de Veracruz informou que aprovou a retirada da imunidade do prefeito "a pedido da Procuradoria-Geral do Estado", por meio do procedimento legal que permite investigar agentes públicos acusados de crimes.
Até o momento, oito pessoas foram presas pelo assassinato da jornalista, entre elas quatro policiais.
Veracruz está entre os estados mais perigosos para jornalistas
Roxana Guzmán dirigia um veículo de comunicação digital em Veracruz, estado que concentra um dos maiores números de crimes contra jornalistas no México.
O país é considerado um dos mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo, segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
A entidade contabiliza sete profissionais da imprensa assassinados neste ano.
Desde 1994, mais de 150 jornalistas foram mortos no México.
Prefeito investigado por assassinato de jornalista no México perde imunidade parlamentar
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