Presidente da Colômbia diz temer

Presidente da Colômbia diz temer 'guerra civil' após apontar suposta fraude eleitoral

Fonte: Bandeira da fonte

O presidente em fim de mandato da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira que tem provas de uma fraude nas eleições presidenciais em que seu candidato foi derrotado e disse que a chegada ao poder de Abelardo de la Espriella pode desencadear uma "guerra civil".
De la Espriella, de 48 anos, tomará posse nesta sexta-feira em uma cerimônia legislativa na cidade de Cali, diferente do costume centenário de fazê-lo em Bogotá diante do Congresso.
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"Estamos diante de uma fraude e de um problema institucional indubitavelmente profundo, que é a posse de um presidente ilegítimo", disse Petro nesta segunda em declarações à imprensa a partir do palácio presidencial em Bogotá.
Segundo Petro, houve no segundo turno uma "fraude eleitoral algorítmica, sistemática e sobre um volume de votos enorme", supostamente arquitetada do exterior contra o esquerdista Iván Cepeda.
"Dinheiro estrangeiro e empresas estrangeiras" teriam interferido no resultado.
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Antes da eleição, De la Espriella recebeu o apoio do presidente americano, Donald Trump.
Petro, que tem apontado a "ingerência" de Trump na política colombiana, sugeriu que o presidente eleito pretende extraditá-lo para os Estados Unidos com base em acusações falsas.
Também antecipou uma "guerra civil" em razão da rejeição que esse e outros planos do próximo governo provocam.
"Está muito claro o que pode vir a ser uma guerra civil na Colômbia", enfatizou o presidente.
A bancada de esquerda no Congresso, liderada por Cepeda, anunciou que não comparecerá à posse de De la Espriella e convocou, para esse dia, manifestações na capital Bogotá, em Cali e em Barranquilla.
A direita teme uma explosão de protestos como aqueles que Petro apoiou contra seu antecessor, o direitista Iván Duque, que deixaram dezenas de mortos entre 2019 e 2021.