Presidente do PT diz que Judiciário ‘não está acima da lei’ e defende adoção de código de ética - QTU Questões do Universo

Presidente do PT diz que Judiciário ‘não está acima da lei’ e defende adoção de código de ética

Fonte: Bandeira da fonte

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a reforma do sistema político e judicial do Brasil e a adoção de um código de ética pelo Judiciário, em vídeo publicado nas redes sociais.
A fala se dá um dia após o vazamento de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Leia mais

Segundo Edinho, o sistema atual "vive uma profunda crise, que protege poderosos, perpetua privilégios e a corrupção".
"O sistema apodreceu.
É preciso acabar com a farra das emendas parlamentares, adotar um código de ética para todo o Judiciário e Ministério Público, com o fim dos supersalários e a promiscuidade entre interesses públicos e privados", disse o petista, sem citar nenhum nome específico.

"Ninguém está acima da lei, seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do Poder Judiciário", afirmou Edinho.
"O povo brasileiro não suporta mais viver nesse sistema de corrupção e privilégios."

Até então, o presidente não se pronunciou sobre a crise instalada no Judiciário e está sendo aconselhado a não se envolver.
A proximidade com a eleição é o que mais acende alerta em seu entorno.
Pessoas envolvidas na campanha e no governo apontam que qualquer clima de instabilidade em um momento decisivo como este pode ser sempre mais prejudicial para o atual chefe do Executivo.

Como o Valor mostrou, o vazamento das mensagens nesta terça-feira (1º) causou frustração na campanha de Lula, que esperava ter uma "semana de retomada" para a imagem do petista, com a votação de projetos importantes no Congresso.
Entre membros da campanha, as revelações ofuscaram uma "discussão propositiva" e trouxeram o tema corrupção de novo ao centro do debate nacional e eleitoral.

Petistas se queixam que o caso volta a arrastar a pauta da corrupção e da disputa no Judiciário para o centro do debate eleitoral.
Neste caso, com um agravante que preocupa partidários do presidente, embora evitem tratar publicamente: a ligação entre as imagens de Moraes e do governo Lula nos últimos anos, em especial após o julgamento do atos golpistas de 8 de Janeiro.