Primeira greve geral da Hyundai em uma década pede proteção de empregos contra IA e robôs - QTU Questões do Universo

Primeira greve geral da Hyundai em uma década pede proteção de empregos contra IA e robôs

Fonte: Bandeira da fonte

Cerca de 40 mil trabalhadores da Hyundai Motor na Coreia do Sul foram convocados para uma greve nesta sexta-feira (21), na primeira paralisação geral do sindicato da montadora em uma década.
Entre as reivindicações dos funcionários estão garantias para proteger empregos diante do avanço da inteligência artificial (IA) e da automação nas operações da companhia.
A paralisação ocorre após as negociações salariais entre sindicato e empresa chegarem a um impasse.
Além dos trabalhadores da Hyundai, funcionários da Kia e de fornecedores participaram de um protesto em frente à sede da montadora, em Seul.
Segundo um dirigente sindical ouvido pela Reuters, cerca de 3 mil pessoas eram esperadas no ato.
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A preocupação com o impacto da tecnologia sobre os postos de trabalho ganhou espaço nas negociações em um momento em que a Hyundai amplia seus planos de automação.
Dona da fabricante de robôs Boston Dynamics, a montadora afirmou que pretende começar a implantar robôs humanoides em sua fábrica nos Estados Unidos, no estado da Geórgia, a partir de 2028.
O objetivo é posteriormente expandir o uso da tecnologia para outras unidades de produção.
Representantes do sindicato afirmam que a ameaça percebida não se limita aos trabalhadores das linhas de produção.
Na avaliação deles, a adoção da IA também pode afetar funções de pesquisa e engenharia dentro das montadoras.
“Mesmo que a IA seja introduzida, estamos preparados para lutar contra ela e preparados para vencer.
Estamos preocupados com a geração futura”, afirmou à Reuters Kim Byung-chul, funcionário da Hyundai Motor e vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos da Coreia.
Além das garantias relacionadas à IA e à automação, o sindicato reivindica o aumento da idade de aposentadoria, atualmente em 60 anos, e a elevação dos bônus de 750% para 800% do salário-base mensal.
A greve desta sexta-feira acontece depois de uma série de paralisações parciais iniciadas no fim de julho.
Segundo estimativas da agência de notícias Yonhap citadas pela Reuters, esses movimentos já interromperam a produção de 55,2 mil veículos, avaliados em mais de 2,3 trilhões de wones, o equivalente a US$ 1,67 bilhão.
Durante o protesto em Seul, o líder sindical Lee Jong-cheol também criticou a situação de trabalhadores mais antigos da companhia.
“As figuras-chave que fizeram da Hyundai e da Kia as empresas mais fortes do mundo durante 35 ou 40 anos agora estão sendo empurradas para posições de contrato”, afirmou.
O porta-voz do sindicato da Hyundai Motor, Kim Jin-wook, disse que a entidade está aberta à retomada das negociações salariais, mas poderá discutir novas greves caso a administração não apresente propostas consideradas mais favoráveis.
Em comunicado, a Hyundai afirmou estar comprometida em buscar soluções por meio do diálogo.
“Uma greve pode afetar nossos clientes, parceiros e operações.
Estamos em um momento crítico em que ambos os lados precisam trabalhar juntos para navegar com sucesso pela transição global para a mobilidade do futuro”, disse a companhia.

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