Página de prestação de contas da campanha do candidato Romeu Zema (Novo)
Reprodução/Divulgacand - TSE
O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, é o presidenciável que até o momento declarou o maior valor de receita para sua campanha ao Planalto.
Dos 13 candidatos registrados, quatro informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recursos recebidos na etapa inicial da campanha eleitoral, que começou oficialmente no domingo (16).
O ex-governador de Minas Gerais declarou R$ 2,7 milhões em receitas.
Do total, R$ 2,5 milhões são recursos partidários, repassados pelo diretório nacional do Novo.
Os R$ 200 mil restantes são fruto de uma doação individual.
Parte do dinheiro foi usada na produção de programas de rádio e TV.
Tanto o Novo quanto Zema eram críticos ao uso de recursos públicos para campanhas eleitorais.
Em 2024, no entanto, a legenda mudou as diretrizes para, segundo justificou na época, assegurar aos candidatos condições de igualdade na disputa em relação aos adversários.
O empresário Renan Santos (Missão) informou o segundo maior valor, de R$ 1,2 milhão, segundo informações atualizadas na quinta-feira (20).
A principal fonte dos recursos do candidato é a campanha de arrecadação coletiva na internet realizada ainda durante a pré-campanha.
A "vaquinha virtual" rendeu a ele 95% dos R$ 1,2 milhão.
Os outros R$ 62,6 mil também são doações de pessoas físicas.
O candidato ainda não especificou despesas de campanha, apenas os custos de administração da plataforma de financiamento coletivo e de taxas bancárias.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou na quarta-feira (19) uma receita de R$ 150,5 mil, em sua maioria repassada pela direção nacional do PT – R$ 500 são a soma de duas doações de pessoas físicas.
Não foram informadas despesas de campanha até o momento.
Nas eleições de 2022, Lula recebeu R$ 135,5 milhões e gastou R$ 123,2 milhões – em valores nominais.
A campanha petista foi a mais cara daquele pleito.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) ainda não declararam receitas.
O médico veterinário Wilson Grassi (Democrata) declarou receita de R$ 290 mil, doada por ele próprio.
Também não declararam receitas até o momento os candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Augusto Cury (Avante), Hertz Dias (PSTU), Pablo Marçal (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP).
A prestação de contas é uma exigência da legislação eleitoral.
Durante o primeiro turno, partidos e candidatos têm até 13 de setembro para enviar uma prestação parcial do que foi recebido e gasto, com detalhamento de como os recursos foram usados e de quem partiram as doações.
As informações são públicas e podem ser monitoradas por qualquer cidadão no Divulgacand, plataforma desenvolvida pelo TSE.
Fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões
A divisão dos recursos dos fundos públicos é feita com base em critérios definidos pela legislação eleitoral e considera a representação dos partidos no Congresso – quanto maior a bancada na Câmara e no Senado, maior o repasse.
Parte do valor total do fundo eleitoral (de R$ 4,9 bilhões) é dividido igualmente entre todos os partidos registrados no TSE.
O PL terá direito a R$ 881,7 milhões, o PT receberá R$ 615,4 milhões e o União, R$ 526,2 milhões.
Além dos recursos públicos, candidatos podem custear as respectivas campanhas com dinheiro próprio e de doações de pessoas físicas.
A Justiça Eleitoral determina um teto de gastos.
Candidatos a presidente podem gastar até R$ 88,9 milhões na campanha de primeiro turno e mais R$ 44,4 milhões em um eventual segundo turno.
As doações feitas por empresas estão proibidas no país desde 2015.
