Priscilla sobre trabalhar desde a infância:

Priscilla sobre trabalhar desde a infância: 'Esqueci de viver'

Fonte: Bandeira da fonte

Priscilla relembrou sua trajetória profissional, iniciada ainda criança como apresentadora do programa infantil Bom Dia & Companhia ao lado de Yudi Tamashiro.
Em conversa com Cissa Guimarães do Sem Censura, a cantora disse que, após muita terapia, consegue ver mais o bônus da carreira precoce, mas que tem consciência de que deixou de viver algumas fases da sua vida.

"Tem o ônus e bônus.
Depois de muita terapia, fiquei só com o bônus.
Mas é um grande desafio, principalmente para mim, que comecei criança e passei todo o processo da infância para a adolescência e da adolescência para a fase quase adulta.
Eu vivi a principal fase de uma pessoa na frente de todo mundo", relembrou.
Ela disse que o maior desafio era não deixar que os compromissos com a carreira e a fama fizessem com que ela perdesse a si mesma.

"O maior desafio foi tentar não perder a vida de vista enquanto tudo acontecia.
O mundo artístico é um furacão.
Às vezes a gente perde de vista os compromissos pessoais e a si mesmo.
Eu cheguei a um período da minha vida em que, por estar trabalhando desde os oito anos, eu esqueci de viver", explicou ela.
"Quando a pandemia acabou, eu estava em um período em que eu precisava me reconectar (com o lado cantora).
Quando a pandemia veio, repensei muitas coisas na minha vida.
Percebi que eu era o meu trabalho e que eu tinha perdido a minha identidade durante essa jornada, porque, desde a infância, não parei de trabalhar.
Daí veio o The Masked, em que eu só precisava usar a minha voz.
Essa foi a minha ferramenta para me reconectar."
Priscilla explicou que gostava de ir para a escola porque ali se sentia ela mesma: "Ali eu me sentia eu! Meus amigos não tinham interesse se eu estava vindo da TV.
Eles me tratavam como uma criança normal, que às vezes eu sentia falta de ser vista.
A escola me atraía muito por causa desses estímulos de humanidade que eu recebia dos meus colegas".

Sobre a exposição, Priscilla contou que aprendeu a lidar com ela com o tempo.
No começo, ela não encarava como algo negativo, mas depois sentiu os seus impactos.
"Quando eu não tinha consciência exatamente do que era a exposição, era tudo muito legal.
Eu era uma criança que gostava de ser o centro das atenções, gostava de estar no palco.
Achava muito legal ir ao shopping e as pessoas me pararem.
Mas aí, com o passar do tempo, veio a adolescência, que é um período que tem que te deixar em paz para você se desenvolver, e eu não tinha paz.
Tinha toda aquela agenda de compromissos...
Começou a ficar um período muito complexo e a não ser mais tão legal.
Mas daí veio a maturidade, a gente começa a entender sobre limites e que eu seria a responsável por esses limites para estabelecer o que seria saudável na fase adulta.
Então, a exposição foi legal, ruim e agora está ótima", relembrou.

Priscilla também falou sobre o casamento com o produtor musical e DJ André Laudz, integrante do duo Tropkillaz.
Ela relembrou o começo do relacionamento, enquanto gravava Eco.

"Ele é um produtor incrível...
A gente fez esse álbum juntos.
A gente se conheceu no estúdio, fazendo a primeira música, e duas semanas depois a gente já estava namorando.
Hoje temos mais de três anos de relacionamento e depois de três anos, sai o álbum também", disse ela.

Priscilla e André Laudz
Roberto Filho/Brazil News