O PSDB e o PDT fecharam acordo para definição dos suplentes de Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado por Minas Gerais.
Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT), que renunciaram às candidaturas ao Senado na semana passada para abrir espaço para o tucano, serão suplentes de Aécio.
Galassi fica com a primeira suplência e Heringer fica com a segunda.
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) já homologou a renúncia dos ex-candidatos e ainda irá avaliar o pedido de candidatura tardia de Aécio Neves.
Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diz que, após homologada a renúncia da candidatura, o candidato não pode voltar a concorrer ao mesmo cargo na mesma eleição.
O TRE-MG informou que vai analisar a questão "no momento do pedido do novo registro".
De acordo com fontes a par das negociações, Galassi tem influência na região do Triângulo Mineiro e com o agronegócio, o que pode ajudar a atrair eleitores desses perfis para Aécio e para o candidato a governador da chapa, Alexandre Kalil (PDT).
Heringer tem mais influência na região da Zona da Mata Mineira.
Aécio Neves tem eleitorado mais concentrado na região do Campo das Vertentes.
Kalil tem um eleitorado mais forte na região metropolitana de Belo Horizonte.
O seu candidato a vice, Carlos Mosconi (PSDB), tem mais influência no sul e no norte do Estado.
Aécio Neves confirmou sua candidatura na sexta-feira (28/8), após ter anunciado em julho que não seria candidato a nenhum cargo eletivo neste ano.
A jornalistas, o tucano disse ter recebido centenas de pedidos de apoiadores para rever sua decisão.
O deputado acrescentou que a situação do Estado é quase inadministrável e que Minas Gerais precisará de representantes fortes no Senado para pressionar o governo federal a renegociar com o Estado as dívidas.
Gustavo Galassi, ex-candidato a senador por Minas Gerais
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