O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu a estratégia para a campanha do presidente Lula à reeleição.
Segundo fontes da legenda à CBN, o mote principal será a defesa da soberania e da autonomia do Brasil contra o chamado “falso patriotismo” de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL.
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Lula já vinha mencionando a defesa da soberania nos seus discursos desde o primeiro tarifaço dos EUA contra os produtos brasileiros em julho do ano passado.
A tática da campanha contra Flávio Bolsonaro será expor o próprio candidato.
A ideia é utilizar áudios e declarações passadas do próprio senador, como o episódio em que ele pede dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de reportagens jornalísticas, para embasar os ataques.
As peças publicitárias para a campanha devem ser aprovadas pelo presidente Lula em reuniões previstas entre hoje e amanhã.
A oficialização da candidatura ocorre na convenção do partido, no próximo domingo (2).
Não será um mega evento: são esperados três mil convidados.
O foco do PT é a transmissão para as redes sociais para quem estiver em casa acompanhar.
Apenas três nomes farão discursos presenciais: o presidente nacional do PT e coordenador-geral da campanha, Edinho Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio Lula.
Os presidentes dos partidos aliados participarão por meio de vídeos gravados.
O primeiro grande ato de rua está marcado para o dia 16 de agosto.
Esse será um megaevento para 20 mil pessoas na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
A relação com o Tribunal Superior Eleitoral e o controle das redes sociais também estão no radar da sigla.
Oficialmente, o partido afirma que não acredita mais na neutralidade das plataformas digitais e cobra do TSE uma postura mais firme diante do que considera uma interferência inédita no processo eleitoral brasileiro com as recentes declarações do presidente da Argentina Javier Milei; fala do secretário americano Marco Rubio contra Lula e o novo tarifaço de Trump.
A legenda cita como exemplo a criação de milhões de perfis falsos nas eleições mexicanas e a proximidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com donos das chamadas Big Techs.
Nos bastidores, a preocupação central do PT é com o tempo de resposta da Justiça Eleitoral.
O partido avalia que o TSE precisa julgar as ações com rapidez para garantir a integridade do pleito.
PT define que campanha de Lula focará na defesa da democracia contra 'falso patriotismo' de Flávio Bolsonaro
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