Um incêndio provocado durante a queima de lixo em uma residência no bairro Floramar, na Região Norte de Belo Horizonte, destruiu pertences de moradores e mobilizou duas viaturas do Terceiro Batalhão do Corpo de Bombeiros na tarde deste domingo.
Ninguém ficou ferido.
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Segundo o Corpo de Bombeiros, a moradora do imóvel relatou que queimava lixo no quintal e entrou na casa, deixando o fogo sem supervisão.
Pouco depois, percebeu um calor intenso e constatou que as chamas haviam se alastrado para um monte de lenha proveniente de uma árvore cortada.
Com a alta carga de material combustível, o incêndio se propagou rapidamente para um cômodo localizado nos fundos do lote, onde eram armazenados móveis antigos, roupas e outros objetos.
Ao chegarem ao local, os militares encontraram o imóvel tomado pelas chamas e montaram duas linhas de ataque para o combate direto ao fogo.
Foram utilizados cerca de quatro mil litros de água para extinguir o incêndio e realizar o rescaldo.
Fogo em lixo se tornou incêndio em Belo Horizonte
Divulgação | CBMMG
Após controlar as chamas, os bombeiros fizeram uma vistoria em um estabelecimento comercial vizinho e identificaram o desplacamento de parte do revestimento da parede de divisa entre os imóveis, além de trincas provocadas pela ação do calor.
Em razão dessas alterações aparentes, a Defesa Civil foi acionada para realizar uma avaliação técnica da estrutura.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, o aposentado Raimundo Martins, de 65 anos, afirmou que perdeu objetos pessoais guardados no barracão atingido pelo incêndio.
Segundo ele, uma moradora do lote também teve prejuízo com a destruição de roupas que comercializava em um bazar.
A queima de lixo ou de materiais em terrenos, mesmo dentro de propriedades particulares, pode configurar crime ambiental.
A conduta pode se enquadrar no artigo 54 da Lei nº 9.605/1998, que trata da poluição capaz de causar danos à saúde humana ou ao meio ambiente.
Além dos impactos ambientais, o fogo pode fugir do controle e colocar em risco pessoas e patrimônios.
