Conhecido nas redes sociais como Buzeira, Bruno Alexssander Souza Silva conquistou mais de 15 milhões de seguidores e ganhou notoriedade com a realização de sorteios e rifas de bens de luxo.
Recentemente, o influenciador passou a aparecer também nos noticiários no centro de investigações policiais e judiciais.
O caso mais recente em que ele é citado foi a operação da Polícia Civil de São Paulo, realizada nesta segunda-feira, iniciada a partir de um colar que seria avaliado em R$ 2 milhões dado de presente.
Vida selvagem: Urso é atraído por comida em carro, fica preso e morre em decorrência do calor, nos EUA
Animal de 4,5 metros: Tratamento pioneiro contra o câncer salva cobra píton Jodie Foster em zoológico na Inglaterra
Em junho deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Buzeira por lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo a acusação, ele utilizaria as redes sociais para promover sorteios informais de produtos de alto valor, como mansões e carros importados, publicou a CNN na época.
Para o MPF, algumas das rifas poderiam ser falsas: quando os números não eram vendidos, os prêmios seriam destinados a supostos ganhadores que funcionariam como "laranjas", permitindo que os bens permanecessem com o organizador.
A denúncia também atribui ao influenciador acusações relacionadas a rifas clandestinas, sorteios sem autorização ou fiscalização e estelionato, além de apontar uma suposta ligação com organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Justiça acolheu a denúncia e determinou que a Polícia Federal analise o inquérito em conjunto com as investigações da Operação Narco Bet.
Buzeira sempre negou todas as acusações.
Prisão e investigação
Buzeira foi preso em 14 de outubro de 2025, durante uma operação da Polícia Federal que investigava um esquema de lavagem de dinheiro por meio de bets ligado ao tráfico internacional de drogas.
Ele permaneceu preso por cerca de dez meses.
Na segunda denúncia apresentada pelo MPF, em junho, o órgão afirmou que Buzeira e outros quatro investigados integrariam uma organização voltada à lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação de recursos por meio de empresas de apostas esportivas, operações internacionais, estruturas offshore e criptomoedas.
Na época, a defesa afirmou que as acusações serão esclarecidas no devido processo legal e que se manifestará nos autos no momento oportuno, em razão do segredo de justiça.
Em 17 de agosto, a Justiça Federal concedeu habeas corpus a Buzeira, com imposição de medidas cautelares.
Dois dias depois, ele deixou o Centro de Detenção Provisória de Caiuá, no interior de São Paulo, onde estava desde maio.
Antes, havia passado pelo CDP IV de Pinheiros, na capital paulista, e pela Penitenciária Odon Ramos Maranhão, em Iperó.
Na saída do presídio, Buzeira foi recebido por familiares, amigos e fãs.
Segundo o g1, dezenas de pessoas aguardavam o influenciador, enquanto lives eram feitas nas redes sociais para registrar o momento.
Colar de R$ 2 milhões que levou a outra investigação
A trajetória de Buzeira também se cruzou recentemente com uma investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre uma suposta rede de receptação de joias de ouro roubadas.
O ponto de partida foi um colar avaliado em cerca de R$ 2 milhões que Buzeira deu de presente a Neymar durante um cruzeiro, em 2023.
A repercussão da joia chamou a atenção dos investigadores e ajudou a polícia a chegar ao fabricante da peça e, posteriormente, a outros suspeitos, como noticiou o g1 nesta segunda-feira (25).
É importante destacar que Neymar não é investigado nesse caso.
O jogador aparece na apuração apenas porque recebeu a joia de presente.
A polícia também não afirma que o ouro usado na fabricação do colar tenha origem criminosa.
Buzeira também não foi alvo de investigação na ação que se desdobrou do episódio.
A partir das diligências sobre a joia, a Polícia Civil passou a investigar uma possível cadeia de receptação, compra, derretimento e revenda de ouro proveniente de furtos e roubos.
A apuração deu origem à Operação Ouro Reverso, com a segunda fase deflagrada nesta segunda, com o cumprimento de quatro mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em São Paulo e Guarulhos.
A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 34 milhões em bens e valores dos investigados.
(Com informações do g1.)
Quem é Buzeira, influenciador que ganhou fama nas redes e é alvo de investigações
Fonte:
